Revisão da Saída da Domiciliar de Bolsonaro: Entenda os Bastidores
A publicação da informação sobre a mudança na condição de saúde de Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, 23, gerou uma onda de questionamentos entre seus aliados. A principal dúvida que pairava nos grupos de apoio era: quem havia influenciado a decisão?
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A análise, segundo três fontes próximas ao ex-presidente ouvidas pela Jovem Pan, converge para o nome de Flávio Bolsonaro.
De acordo com relatos, a conversa entre Flávio e o ministro Alexandre de Moraes foi crucial para que o último concedesse permissão para a domiciliar. Um dos interlocutores afirmou: “Após a conversa com Flávio, Moraes saiu convencido da domiciliar.
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Era só ter a conversa com a PGR”. A percepção era clara: o gesto de Flávio, ao se aproximar do ministro, representou um ponto de inflexão na situação.
Outro aliado ressaltou a importância do momento: “O gesto de Flávio de ir até lá mudou tudo”. A situação também serviu para afastar a menção ao nome do governador Tarcísio de Freitas, que também havia sido considerado um possível articulador da soltura. “Se tivesse crédito do Tarcísio, ótimo.
Mas dessa vez não teve. Foi essa última reunião com Flávio que mudou tudo”, declarou o interlocutor.
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A influência da esposa de Bolsonaro, Michele Bolsonaro, também foi mencionada nos bastidores. Ela teria atuado em canais mais discretos da negociação, enquanto Flávio liderava a interlocução direta com o ministro Moraes. A percepção no entorno do ex-presidente era de que Moraes demonstrava maior conforto com Flávio do que com outros membros do círculo próximo.
“Moraes está entendendo que Flávio é mais moderado. Não vai ter a postura do pai contra o STF”, disse um terceiro aliado. No entanto, uma perspectiva diferente circulava entre deputados também ouvidos pela Jovem Pan. Para eles, a mudança não deve ser atribuída a Bolsonaro ou Flávio, mas sim à pressão crescente sobre o ministro Alexandre de Moraes.
“Não foi por Bolsonaro. Foi a pressão em cima de Moraes que fez ele ceder e buscar a cobertura da PGR”, explicou um dos parlamentares. A análise sugere que a insustentabilidade da situação clínica de Bolsonaro, somada à pressão política, forçou o ministro a reconsiderar sua posição e buscar a cobertura da Procuradoria-Geral da República.
