Gabriel Mochnacs explica ‘Golden Source’ com IA generativa na Cielo

O cenário corporativo está passando por uma transformação radical na forma como os líderes acessam informações estratégicas. Se antes a sala do CEO era dominada por telas gigantes e dashboards complexos despejando dados ao vivo, hoje o celular se tornou um “superpoder” impulsionado pela inteligência artificial generativa.
Essa mudança de paradigma permite que sistemas sinteticem e organizem visões críticas para executivos em tempo real. A Cielo é apenas um exemplo dessa realidade: Gabriel Mochnacs, Superintendente Executivo de Dados & IA da empresa, explica que foi possível levar essas análises diretamente aos CEOs após trabalharem no conceito conhecido como ‘Golden Source‘.
A democratização dos insights com IAs agentes
O acesso profundo às operações deixou de ser restrito a grandes corporações; outras organizações também conseguiram estruturar seus dados internos seguindo essa tendência. Esse movimento acelerou durante o Data + AI Summit realizado na cidade de São Francisco, em junho de 2026.
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Neste evento, a Databricks apresentou avanços significativos para lidar com os desafios do futuro: uma infraestrutura voltada à era dos “agentes”. Entre as novidades reveladas estava o Genie One, um novo assistente agêntico projetado justamente para ajudar equipes de negócios a automatizar e orquestrar atividades usando qualquer tipo de dado — seja ele analítico ou operacional —, mesmo que não esteja totalmente estruturado. Marcos Grilanda, General Manager da Databricks na América Latina, detalhou como essa ferramenta funciona. Ele afirmou que ela é construída em camadas dinâmicas de contexto; aprende continuamente sobre cada negócio utilizando dados internosexternos além das ferramentas tradicionais.
Desafios práticos: Governança entre teoria e execução
Na prática, o poder do celular para os C – levels permite eliminar intermediários no processo decisório. Segundo Marcos Grilanda, “o CEO deixa de ser um observador da transformação e passa a ter acesso direto ao contexto… reduzindo drasticamente a latência”.
Líderes já estão adotando essas soluções avançadas nos negócios como Estapar, Cactus Gaming, Dock, Natura Pay e Arcos Dorados. Além disso, estudos apontam que 94% dos líderes brasileiros enxergam na IA resultados acima das expectativas.
O desafio técnico: Transformar dado em negócio seguro
Apesar do avanço tecnológico aparente, o caminho para implementar essa capacidade é complexo — muitas vezes exigido anos de trabalho prático pela empresa envolvida. Gabriel Mochnacs reforça esse ponto ao dizer que a integração não era apenas uma questão técnica; foi necessário criar um ecossistema capaz de transformar dados brutos em negócios efetivos, garantindo segurança desde o início da jornada.”
“Sem governança e visão de controle sobre a qualidade dessas informações,” alerta ele. Ele explica ainda que gerenciar os modelos se torna crucial no contexto atual dos agentes de IA: “Não basta utilizar modelos… mas eles precisam ser devidamente governados”.
A ausência dessa estrutura dedicada faz com que as tecnologias fiquem represadas nos departamentos de TI — algo chamado Shadow AI —, expondo toda operação corporativa.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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