Ghislaine Maxwell Recusa-se a Depor no Comitê do Congresso
Ghislaine Maxwell, ex-parceira e figura central nas investigações envolvendo Jeffrey Epstein, se manteve firme em sua recusa a responder às perguntas de um comitê do Congresso dos Estados Unidos. A decisão, tomada nesta segunda-feira (9), foi motivada pelo seu direito legal de não se incriminar, conforme estabelecido pela Quinta Emenda da Constituição Americana, conforme informado por parlamentares.
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Maxwell, que atualmente cumpre uma pena de 20 anos de prisão por envolvimento em tráfico sexual, foi chamada a prestar depoimento perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que está conduzindo uma investigação aprofundada sobre os crimes cometidos por ela e Epstein, bem como sobre a forma como informações relevantes foram tratadas.
O presidente republicano do comitê, James Comer, expressou sua decepção com a atitude de Maxwell, destacando a importância de obter respostas sobre os crimes que ela e Epstein cometeram, além de questionamentos sobre possíveis cúmplices envolvidos.
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Os advogados de Maxwell argumentaram que a ex-socialite britânica estaria disposta a depor apenas se o ex-presidente Donald Trump a concedesse um perdão. A tentativa de obter imunidade legal para que ela pudesse testemunhar foi rejeitada pelo comitê.
A situação se agrava considerando o histórico de Maxwell, que é a única pessoa condenada por um crime relacionado a Epstein, cujo suicídio na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores, gerou grande repercussão.
Epstein também havia sido condenado em 2008 por solicitar serviços de prostituição a uma menor.
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Os vínculos amplos de Epstein com figuras influentes, especialmente após sua libertação em 2009, tornaram-se um ponto crítico em investigações globais. A divulgação de milhões de documentos, fotos e vídeos, ordenada por uma lei, expôs detalhes da investigação envolvendo Epstein, com a participação do ex-presidente democrata Bill Clinton, que deve depor sobre sua relação com o financista em 27 de fevereiro, e Hillary Clinton, que deporá um dia antes.
É importante ressaltar que, embora Trump tenha sido um amigo próximo de Epstein, ele não foi chamado a depor pelo comitê, que é liderado por membros do Partido Republicano. Nenhum dos Clinton foi acusado de qualquer ato ilícito relacionado a Epstein.
