O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes proferiu um discurso em apoio ao ministro Alexandre de Moraes e à autonomia do Judiciário brasileiro. A manifestação ocorreu como reação à classificação do Tribunal de uma ofensiva agressiva e antidemocrática direcionada à Corte e seus membros. O pronunciamento de Gilmar Mendes foi realizado nesta sexta-feira (1º.ago.2025) durante a abertura do segundo semestre do Judiciário.
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De acordo com Mendes, as críticas direcionadas ao Supremo e ao ministro Alexandre de Moraes ganharam intensidade em razão do desenvolvimento das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ministro constatou que os ataques provêm sobretudo de dois grupos: seguidores de lideranças políticas acusadas de tentativa de golpe e grandes empresas de tecnologia descontentes com decisões do STF.
A atuação do Supremo e de seus ministros não está imune a críticas; elas são bem-vindas quando, em um gesto de boa-fé, buscam aperfeiçoar o funcionamento das instituições.
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Ele também mencionou os “gabinetes do eco” como produtores de narrativas falsas: “É imperativo que, em tempos de crises e desafios, possamos diferenciar as reflexões sérias e construtivas das opiniões superficiais que acatadamente seguem narrativas enganosas produzidas pelos diversos ‘gabinetes do eco’ espalhados pelo país e difundidos nas redes”.
O ministro destacou que Alexandre de Moraes, encarregado da condução das investigações sobre a tentativa de golpe para impedir a posse do governo eleito em 2022, tem sido o principal alvo das críticas. As hostilidades, para Mendes, decorrem de uma ação orquestrada por pessoas contrárias à democracia, utilizando radicalismo e desinformação.
Ademais, Gilmar Mendes também mencionou o deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Embora não tenha nomeado, ele comentou sobre um parlamentar que fugiu do país para “covardemente disseminar calúnias contra o Supremo Tribunal Federal”, considerando tal ação como “lesa-pátria”.
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Eduardo Bolsonaro se encontrava nos Estados Unidos a partir do final de fevereiro de 2025. Desde então, ele está lá, supostamente, buscando que seu pai não seja alvo da investigação sobre seu envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
Acompanhe a cerimônia de abertura do Supremo Tribunal Federal.
O Supremo Tribunal Federal enfrenta crise.
Três dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal não participaram do jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31.jul.2025), um dia após a maioria dos integrantes do STF se recusar a assinar uma carta em defesa do ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos.
O jantar com o presidente contou com a presença dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Os ministros Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça não participaram do evento.
A ausência de quase metade dos ministros no jantar presidencial tornou pública a falta de consenso no Supremo.
Moraes solicitou aos colegas uma posição unificada após ser alvo de restrições impostas pela Lei Magnitsky dos Estados Unidos. A apuração do Poder360 revelou que mais de metade dos 11 ministros do STF consideraram inadequado elaborar um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos EUA. Essa atitude dos colegas desapontou Moraes, que esperava obter apoio unânime.
Fonte por: Poder 360