Caso Gisele: SSP-SP Desclassifica Suicídio em Morte da PM
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) anunciou nesta quarta-feira (18) que não há evidências de suicídio no caso da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026.
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A morte da agente, que não resistiu aos ferimentos, gerou intensa investigação.
As primeiras análises indicavam a possibilidade de suicídio, mas novas descobertas apontam para outras conclusões. A SSP informou que a investigação revelou inconsistências entre o disparo da arma e a situação encontrada no local, além de evidências de que a cena do crime foi alterada.
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A polícia também não encontrou indícios de planejamento prévio do ato.
Detalhes da Investigação Policial
O marido da vítima, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, já está preso. Durante a investigação, seus celulares foram apreendidos e submetidos à quebra de sigilo telemático. A Polícia Civil identificou sangue da PM na toalha e na bermuda de Geraldo Neto, e constatou que o corpo de Gisele foi movido, levando em consideração o fluxo do sangue.
Contradições e Evidências
Inicialmente, Geraldo Neto alegou que a esposa cometeu suicídio após uma discussão sobre separação. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou lesões no pescoço da vítima, o que reforçou a suspeita de homicídio. A família da agente, representada por José Miguel da Silva Junior, também se manifestou sobre o caso.
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Opinião do Advogado e Relato da Família
O advogado da família, ao analisar as evidências, argumentou que as marcas encontradas no pescoço da vítima corroboram a hipótese de feminicídio. Ele destacou que a forma como o sangue escorreu sugere que a vítima foi segurada com a mão, indicando violência.
A família também relatou que Gisele havia mudado seu comportamento após o casamento com Geraldo Neto, em 2024, sofrendo restrições e limitações impostas pelo marido.
Reações da Corregedoria
A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) também se manifestou sobre o caso na terça-feira (17), acompanhando de perto as investigações da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).
