Gleisi afirma que Eduardo é “traidor e comete crime de lesa pátria”
A ministra afirma que o parlamentar “não possui o direito de permanecer como deputado pelo Brasil”; filho do presidente Bolsonaro declara que atua para …

A Ministra da Secretaria Geral da Presidência, Gleisi Hoffmann, criticou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e defendeu que a Câmara dos Deputados tome medidas contra ele. “Isso é um traidor, e comete crime de lesa pátria. Não tem direito a continuar deputado pelo Brasil”, declarou.
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A parlamentar manifestou a expectativa de uma resposta institucional. “Sem dúvida, espero que o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados, adote medidas para que este traidor não possa mais representar nenhuma instituição brasileira”, declarou.
A ministra também afirmou ter conversado brevemente por telefone com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o caso do deputado, sem fornecer detalhes do que foi tratado.
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Na segunda-feira (28.jul), Eduardo Bolsonaro declarou que trabalha para não haver diálogo entre o governo dos EUA e a comitiva do Senado que está no país para negociar a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros.
“Eu trabalho para que não encontrem diálogo porque eu sei que vindo deste tipo de pessoa só haverá acordos daquele tipo meio-termo, que não é nem certo, nem errado. Eu sei o que é certo. Não é dar 17 anos de cadeia para as velhinhas. Eu quero a liberdade destas pessoas”, afirmou Eduardo, em entrevista ao SBT News.
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Acredito que eles [senadores], com essa visão estritamente comercial da questão, quando o Trump já deixou claro em declarações, posts na rede social e até mesmo em uma carta, que o problema não é estritamente comercial, mas sim institucional. (…) É um problema dentro do Judiciário, é um problema político e não meramente econômico, disse Eduardo.
Se o Brasil der um primeiro passo para demonstrar que está disposto a resolver esta situação, Trump, sim, abriria uma mesa de negociação com o Brasil.
Os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 1º de agosto, ou seja, em 3 dias. A ação aumentará o custo dos produtos comercializados pelo Brasil aos norte-americanos. Impactará os empresários do setor e, por conseguinte, os trabalhadores dessas empresas. Outros países também serão afetados, mas com um percentual distinto.
Os Estados Unidos permanecem firmes em sua decisão. O secretário de Comércio do país, Howard Lutnick, afirmou no domingo (27 de julho) que não haverá prorrogação. O próprio Trump reiterou o compromisso no mesmo dia.
Fonte por: Poder 360