GLP-1 impulsiona Farmacêutico em 2026: O que o BTG Pactual prevê para o varejo?

GLP-1 impulsiona o varejo farmacêutico! BTG Pactual prevê força em 2026, apesar da queda recente. Saiba como Ozempic e Mounjaro moldam o futuro!

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(Imagem de reprodução da internet).

O Setor Farmacêutico Impulsionado por Medicamentos GLP-1 em 2026

A crescente procura por medicamentos do tipo GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, consolidou o varejo farmacêutico brasileiro como um dos setores mais resistentes da bolsa de valores em 2025. Esse cenário mantém um tom otimista para os primeiros meses de 2026, segundo análise do BTG Pactual.

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As grandes redes farmacêuticas de capital aberto conseguiram navegar bem por um ambiente econômico incerto. Isso se deve à forte demanda, ao crescimento em lojas existentes (SSS) na casa dos dois dígitos e à manutenção das margens sob controle.

Perspectivas para o Primeiro Trimestre de 2026

O BTG Pactual projeta que o varejo farmacêutico permanecerá forte, mesmo após um quarto trimestre muito positivo no Brasil, que trouxe maior valor agregado. Espera-se um crescimento consolidado de vendas em lojas existentes de cerca de 12% anualmente para a Raia Drogasil.

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A receita bruta deve crescer 19% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, a margem Ebitda deve expandir em aproximadamente 50 pontos-base, um ritmo que, embora menor, é consistente com o crescimento da empresa.

Análise de Mercado e Vetores de Crescimento

Os analistas apontaram que, apesar de a ação da Raia Drogasil não estar barata — negociada a 23 vezes o lucro estimado para 2026 —, o múltiplo ainda encontra justificativa em certos cenários. O GLP-1, em particular, é visto como um catalisador essencial, tanto para a composição da receita quanto para a alavancagem operacional.

Desafios e Pressões no Setor

Apesar do otimismo, houve uma recente queda nas ações do setor farmacêutico. Um dos fatores citados foi a movimentação do Meli no mercado de medicamentos isentos de prescrição. Os especialistas consideram esse movimento predominantemente técnico, e não um reflexo fundamental do setor.

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O relatório do BTG Pactual ressalta que o ecossistema do Meli, que une marketplace, pagamentos e logística, representa uma vantagem competitiva real para as farmácias. Contudo, o fato de ter sido visto como um porto seguro em 2025 gerou um posicionamento concentrado, tornando-o mais suscetível a variações bruscas.

Impacto Regulatório e Projeções de Preços

Um ponto de pressão veio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que estabeleceu os tetos de preços para 2026. Para produtos de nível 1 de competitividade, o reajuste máximo foi fixado em 3,81%. Os níveis 2 e 3 tiveram reajustes de 2,47% e 1,13%, respectivamente.

A média ponderada ficou em torno de 2,47%, um valor abaixo da inflação de referência, que foi de 3,81%. Este é o segundo ano consecutivo com reajuste abaixo do índice de referência. O impacto mais direto recai sobre o componente de preço na formação do crescimento das receitas.

Conclusão: Perspectivas de Longo Prazo

Apesar das pressões de preços e das flutuações de ações, não há sinais de queda na demanda ou de deterioração estrutural dos resultados operacionais. Isso reforça a visão de que as boas perspectivas de longo prazo para o setor farmacêutico se mantêm intactas.

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