Goiás revoluciona busca por terras raras! 💰 Economista revela: Estado desafia governo federal e atrai investimentos estrangeiros. Saiba mais!
O estado de Goiás tem se destacado na exploração de terras raras no Brasil, mas a situação apresenta nuances importantes. Segundo Fernando Camargo, sócio e economista da LCA Consultores, especialista no tema, o avanço estadual se deve a uma combinação de fatores, incluindo a iniciativa local e a falta de alinhamento com o governo federal. “Acho que esse desprendimento [do governo estadual] pode ajudar a explicar esse movimento”, explica Camargo.
Apesar do interesse, Camargo ressalta que Goiás não possui características únicas nesse cenário. A região oferece reservas de terras raras, mas outras áreas do país, como o Tocantins e regiões do Nordeste, também apresentam potencial explorável.
O mapeamento dessas capacidades ainda é incipiente, com apenas 30% das áreas potenciais minerárias do Brasil devidamente identificadas. “A gente conhece menos de 30% das áreas potenciais minerárias no Brasil”, afirma.
O estado de Goiás já possui a primeira unidade de produção de terras raras no Brasil, operada pela Serra Verde em Minaçu. Em março, Goiás assinou um acordo com os Estados Unidos, uma medida que gerou críticas do governo federal, devido à Constituição, que estabelece o controle da exploração das riquezas do subsolo para a União.
Camargo aponta que fundos estrangeiros avaliam o potencial de investimentos no Brasil, mas a falta de regras federais, ainda em debate, dificulta o processo. “Esse regramento ainda tem que ser pensado. Esses mecanismos são resolvidos em âmbito federal”, comenta.
Para avançar na mineração de terras raras no Brasil, é fundamental a definição de um marco regulatório. Camargo enfatiza que a pesquisa e o conhecimento do subsolo brasileiro são cruciais. “A gente tem, historicamente, uma necessidade de uma pesquisa mais aprofundada do nosso subsolo”, destaca.
A regulamentação deve considerar aspectos como a qualidade do minério, o tamanho das reservas, os impactos ambientais e as técnicas de extração, buscando padrões de exploração alinhados com as melhores práticas globais, estabelecidas por países como Canadá, Austrália e África do Sul.
As projeções sobre o tamanho do mercado de terras raras no Brasil ainda são incertas, dependendo do desenvolvimento do mapeamento das áreas exploráveis e da definição do modelo de exportação (mineral bruto ou com beneficiamento local). O processamento das terras raras, que exige tecnologia avançada, é atualmente dominado por países como a Ásia, especialmente Taiwan e China.
No entanto, Camargo acredita que, a longo prazo, o Brasil pode desenvolver sua própria tecnologia, com o apoio de universidades e empresas com pesquisas avançadas.
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