Goldman Sachs Lança Balanços com Crescimento Impulsionado por M&A
O Goldman Sachs iniciou a temporada de balanços de grandes instituições financeiras com resultados positivos em comparação ao ano anterior. Esse desempenho foi significativamente impulsionado pela retomada das fusões e aquisições (M&A).
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No primeiro trimestre, o banco reportou um lucro líquido de US$ 5,63 bilhões, com uma receita totalizando US$ 17,23 bilhões. O lucro atribuível aos acionistas ordinários, que é a base para o cálculo de rentabilidade, somou US$ 5,4 bilhões.
Desempenho do Lucro por Ação e Global Banking & Markets
Com o lucro atribuível, o lucro por ação alcançou US$ 17,55. Este valor representa um avanço notável de 24% quando comparado aos US$ 14,12 registrados no mesmo período de 2025.
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O principal motor desse resultado foi a divisão Global Banking & Markets, que registrou uma receita de US$ 12,74 bilhões, um aumento de 19% em relação ao ano passado. Além disso, o total de ativos sob gestão atingiu a marca de US$ 3,65 trilhões.
Destaques em Serviços de Investimento e Consultoria
As taxas de banco de investimento contribuíram com US$ 2,84 bilhões, um crescimento expressivo de 48%, o que o banco atribuiu ao “aumento significativo no volume de concluídos”.
A área de Advisory, focada em consultoria, gerou US$ 1,49 bilhão. Outras fontes de receita importantes foram as emissões de ações, que somaram US$ 535 milhões, e as de dívida, com US$ 811 milhões.
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Operações com Ações e Outras Áreas
As operações com ações também se destacaram, com a receita de equities atingindo US$ 5,33 bilhões, um aumento anual de 27%. Esse crescimento foi sustentado pelo financiamento a clientes institucionais e pela maior movimentação em produtos à vista.
Contudo, o próprio Goldman Sachs sinalizou um tom de cautela para o futuro. As taxas de banco de investimento, por exemplo, “diminuiu ligeiramente em comparação com o final de 2025”, sugerindo moderação na atividade nos próximos meses.
Desafios em Crédito e Plataformas Digitais
A divisão de moedas e commodities (FICC) apresentou uma queda de 10%, gerando US$ 4,01 bilhões, em relação ao ano anterior. O banco explicou que essa redução se deve a “receitas líquidas significativamente menores em produtos de taxa de e hipotecas”, além de um desempenho menor em crédito.
O setor de private banking recuou para US$ 638 milhões, afetado por spreads menores em depósitos. As provisões para perdas de crédito subiram para US$ 315 milhões, um aumento em relação aos US$ 287 milhões de um ano antes, refletindo maior exposição a empréstimos corporativos.
Rentabilidade e Retorno ao Acionista em 2026
As despesas operacionais totalizaram US$ 10,43 bilhões, um aumento de 14% em comparação anual, acompanhando o aumento geral da atividade. Apesar disso, a rentabilidade se manteve alta, com um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 19,8%.
O banco também manteve o compromisso com os acionistas, distribuindo US$ 6,38 bilhões no trimestre. Esse montante foi composto por US$ 5 bilhões destinados à recompra de ações e US$ 1,38 bilhão em dividendos. O dividendo trimestral foi estabelecido em US$ 4,50 por ação.
