Goldman Sachs reduz corte da Selic e pede prudência: o que esperar do Copom?

Goldman Sachs reduz projeção de corte da Selic e alerta para cautela. Saiba o que o banco espera para o Copom em 28 e 29!

22/04/2026 17:03

3 min

Goldman Sachs reduz corte da Selic e pede prudência: o que esperar do Copom?
(Imagem de reprodução da internet).

Goldman Sachs Reduz Projeção de Corte da Selic e Alerta para Prudência

O Goldman Sachs ajustou sua previsão sobre o corte da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O banco americano agora projeta uma queda de 25 pontos-base para a Selic em abril, diminuindo em relação à estimativa anterior, que apontava para uma redução de 50 pontos-base.

Essa revisão nas expectativas foi motivada pela deterioração observada no cenário inflacionário brasileiro. As reuniões do Copom estão programadas para as próximas terças e quartas-feiras, nos dias 28 e 29. Os analistas da instituição financeira consideram que o ambiente atual exige uma postura de “prudência” por parte da autoridade monetária.

Perspectivas Futuras e Cautela Monetária

“Esperamos que a Selic atinja 13% até o final de 2026 e 10,75% até o final de 2027”, detalhou o banco em seu relatório. O Goldman Sachs ressalta que, mesmo com o ciclo de flexibilização monetária em andamento, a estratégia mais cautelosa seria até mesmo suspender temporariamente os cortes.

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A Necessidade de Pausar o Ciclo de Cortes

“A abordagem mais prudente seria interromper o ciclo de normalização das taxas para obter maior visibilidade sobre os choques positivos de demanda e negativos de oferta em curso”, afirmaram os analistas. Essa cautela reflete a complexidade do cenário econômico atual.

Inflação e Expectativas do Mercado

Os apontamentos do Goldman Sachs acompanham o piora das projeções inflacionárias no Brasil. Em um relatório divulgado na segunda-feira, dia 20, o mercado revisou para alta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pela sexta semana consecutiva.

A estimativa atual aponta para 4,80% para o IPCA, um aumento em relação aos 4,71% registrados na semana anterior. Além disso, o mercado elevou a projeção de inflação para 2027 para 3,99%, mantendo a expectativa para 2028 em 3,60%.

Divergências nas Projeções de Juros

O relatório Focus também indicou uma elevação de 0,50 ponto percentual na projeção da Selic para o ano, projetando que os juros terminem em 13% até o final de 2026, mesmo contrariando a visão do banco americano.

Desafios Inflacionários e Choques Externos

O Goldman Sachs acredita que, apesar da necessidade de prudência, o Copom deve optar, por enquanto, por desacelerar o ritmo de afrouxamento. Contudo, a instituição financeira alerta que a inflação no Brasil permanece alta e persistente, e o quadro se tornou ainda mais desafiador.

“O forte choque nos preços do petróleo e do gás, desencadeado pelo conflito no Oriente Médio, está adicionando mais uma camada de complexidade a um ambiente inflacionário já exigente”, explicaram os analistas.

Perda das Âncoras Inflacionárias

Um ponto de grande preocupação é o enfraquecimento das chamadas “âncoras” inflacionárias. “Os dados de inflação de março e abril sugerem que as duas principais ‘âncoras’ da inflação até então, alimentos e combustíveis, estão enfraquecendo”, apontaram os especialistas.

O banco observou também uma aceleração nos preços de bens industriais e a manutenção de níveis elevados na inflação de serviços, que oscila entre 5% e 7%. A inflação está se tornando mais generalizada, com o índice de difusão do IPCA subindo para 67,4% em março.

Conclusão: Equilíbrio entre Demanda e Oferta

A projeção mediana para a inflação de 2026 subiu para 4,80%, ultrapassando o teto da meta de 3%. O Goldman Sachs aponta um cenário complexo, com um choque negativo de oferta, devido à alta dos preços de energia, e um impulso positivo de demanda, vindo de estímulos fiscais e de crédito.

Dada a postura expansionista da autoridade fiscal antes das eleições de outubro, a política monetária é vista como a única âncora macroeconômica crível. O Copom deve manter uma calibração cautelosa até que a trajetória inflacionária forneça um sinal claro para acelerar cortes ou, inversamente, para parar totalmente o ciclo, caso as projeções permaneçam acima da meta.

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