Cotidiano

Gonet considera remover o responsável pelo inquérito de 8/1 e assumir as investigações


Gonet considera remover o responsável pelo inquérito de 8/1 e assumir as investigações
(Foto Reprodução da Internet)

O novo procurador-geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco, avalia retirar o responsável por conduzir as investigações sobre os atos do 8 de janeiro e assumir ele próprio o inquérito.

Atualmente, o subprocurador Carlos Frederico Santos é quem conduz as investigações. Fred, como é conhecido por seus colegas, foi designado para a função por Augusto Aras no início do ano.

Segundo especialistas consultados, se a decisão de substituir Carlos Frederico for tomada, não seria por discordar de como ele conduziu as investigações durante o ano. Seria apenas para alinhar a equipe que vai trabalhar junta nos próximos dois anos.

Gonet e Fred não são próximos, apesar de terem atuado na gestão de Aras. Os dois eram homens de confiança do então procurador-geral e se colocaram à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suceder Aras na chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fred tentou conseguir o apoio de Lula nos últimos meses para ser indicado para um cargo. Ele teve reuniões com os ministros Alexandre Padilha e Jorge Messias, mas o presidente indicou outra pessoa para o posto em 27 de novembro.

Em 11 meses, o subprocurador acusou 1.156 pessoas por incitar atos golpistas, 248 por executar ataques, e oito funcionários públicos por omissão inadequada. Uma pessoa também foi acusada de financiar esses atos. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo investigado no caso por incitação.

Até agora, 30 pessoas foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a penas que variam de três a 17 anos de prisão. Elas respondem pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio público tombado e associação criminosa armada.

Dias depois de ser aprovado pelo Senado para o comando da PGR, Gonet começou a montar a equipe que vai trabalhar com ele pelos próximos dois anos.

O novo procurador-geral definiu seu vice, seu chefe de gabinete, o vice-procurador-geral Eleitoral, o secretário de relações institucionais e a secretária-geral do Ministério Público da União (MPU).

Hindemburgo Chateaubriand será seu número dois e pode eventualmente atuar com Gonet nas investigações do 8 de janeiro no STF.

Eliana Péres Torelly de Carvalho assumirá a Secretaria-Geral do MPU e Carlos Fernando Mazzoco será seu chefe de gabinete. Silvio Amorim deve comandar a Secretaria de Relações Institucionais da PGR e Alexandre Espinosa será vice-procurador-geral Eleitoral.


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