Gonet pede adiamento de julgamento sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Paulo Gonet busca adiamento judicial para avaliar prisão domiciliar de Bolsonaro após conclusão das investigações policiais.

25/06/2026 15:47

2 min

Bolsonaro foi detido na manhã deste sábado, 22, pela Polícia Federal
Bolsonaro foi detido na manhã deste sábado, 22, pela Polícia Fed...

O procurador – geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) adie qualquer avaliação sobre a ocorrência de “falta grave” durante a prisão domiciliar do ex – presidente Jair BolsonaroPL.

Para isso, ele sugeriu aguardar até a conclusão total das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal relativas à arma apreendida em uma blitz policial envolvendo o político.

Aguardar investigação antes decisão no STF

Essa manifestação foi apresentada nesta quinta – feira, dia 25. O pedido veio por determinação específica do ministro Alexandre de Moraes, que é responsável pelo caso e atua como relator perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os trâmites legais estabelecidos após essa etapa inicial, haverá um prazo subsequente para a defesa técnica de Bolsonaro se posicionarem sobre as evidências encontradas.

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Após receberem esse parecer da defesa em até 48 horas, cabe ao próprio Ministro Alexandre de Moraes decidir qual será o futuro das medidas cautelares: ele poderá manter integralmente ou prorrogar — mas nunca revogar —, a prisãodomiciliar humanitária imposta.

O período original de nove meses já havia chegado ao fim nesta quinta – feira, dia 25; no entanto, por enquanto não há previsão de alteração na situação do ex – presidente sem uma nova decisão judicial expressa.

Justificativa legal para adiar julgamento

Em sua fala, Paulo Gonet reforçou que é fundamental aguardar os desfechos investigativos completos “para se permitir um juízo final e mais abrangente sobre os fatos”. Ele argumentou publicamente em defesa da cautela processual necessária neste momento delicado.

De acordo com o procurador – geral, a apuração dos detalhes ainda está numa fase inicial. Por essa razão, ele enfatizou que não há indícios de falta disciplinar por parte do ex – presidente no caso específico abordado na blitz policial. “O episódio noticiadonão indica, nesse momento processual,” afirmou Gonet ao detalhar sua posição perante as autoridades judiciais envolvidas.

“A configuração [de uma] falta como grave exige mais do que apenas subsunção do fato à norma”, completou Gonet em seu argumento jurídico robusto. Ele explicou ser necessária também “a análise dos impactos da conduta ilícita na ordem jurídica e no objeto e finalidade da execução penal”.

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