Google Lança Versão Avançada do Lyria 3 para Criação Musical
A Google anunciou o lançamento da versão Pro do Lyria 3, um modelo de inteligência artificial projetado para auxiliar na criação de músicas. A novidade foi revelada na última quarta-feira, 25, e traz uma importante atualização em relação à versão anterior: agora, as canções podem ter até três minutos de duração, em contraste com o limite de 30 segundos da versão original.
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Segundo a Google, o Lyria 3 Pro aprimora a compreensão da composição musical, permitindo que os usuários solicitem elementos específicos como introduções, versos, refrões e pontes. A empresa destaca que a ferramenta foi desenvolvida em colaboração com artistas, incluindo o DJ François K, buscando oferecer novas possibilidades criativas.
Para integrar o Lyria 3 Pro, a Google o disponibilizou em diversas plataformas, como Gemini, Google AI Studio e Google Vids. A combinação dessas IAs visa otimizar a produção musical, unindo os avanços dos modelos da empresa. O sistema também se destaca por evitar a criação de músicas idênticas a outras, analisando a discografia do artista para gerar composições com similaridades sutis ao seu catálogo.
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A legitimidade do uso do Lyria 3 Pro é garantida pelo acesso a músicas disponíveis no YouTube e no Google, refletindo o compromisso da Google com a propriedade intelectual. A empresa enfatiza que está trabalhando em parceria com a indústria musical para garantir que a IA seja utilizada como uma ferramenta de expressão criativa, em vez de uma ameaça à produção humana.
A ascensão da IA na indústria musical tem gerado mudanças significativas. Plataformas de streaming como o Spotify e o Apple Music estão se adaptando a essa nova realidade, implementando estratégias para lidar com o aumento de músicas geradas por inteligência artificial.
O Spotify, por exemplo, ajustou a categorização de artistas, como a banda The Velvet Sundown, que alcançou 1 milhão de ouvintes mensais.
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Outro exemplo é a cantora gerada por IA Sienna Rose, que tem suas músicas frequentemente compartilhadas em publicações no Instagram. O serviço rival do Spotify, o Apple Music, também adotou uma abordagem similar, utilizando etiquetas em metadados para identificar músicas geradas por IA, visando evitar confusões e garantir a transparência no catálogo.
Empresas de streaming investem em identificação de uso de IA. Plataformas de streaming populares na indústria da música também estão se adequando ao momento dominado por IA, ainda que de outras formas. O caso mais recente é da cantora gerada por IA Sienna Rose, com canções frequentemente adicionadas a publicações de celebridades no Instagram.
