Google enfrenta acordo de R$ 700 milhões por uso de dados Android! Usuários de dispositivos desde 2017 podem receber compensação. Saiba mais!
Um acordo de aproximadamente R$ 700 milhões foi proposto para encerrar uma ação coletiva nos Estados Unidos, que questionava o uso de dados móveis de usuários do Android sem consentimento explícito. O processo, iniciado em 2020, acusava a empresa de permitir que o sistema operacional consumisse internet celular em segundo plano, mesmo quando o aparelho estava inativo, para manter serviços como sincronizações e atualizações.
A alegação principal era que isso gerava um custo indevido, especialmente para usuários com planos de dados limitados.
O acordo foi apresentado à Corte Federal de San Jose, na Califórnia, e ainda aguarda a aprovação judicial. Se validado, poderá beneficiar usuários que utilizam dispositivos Android desde novembro de 2017. A quantia individual a ser recebida por cada pessoa elegível pode variar, dependendo do número final de participantes no processo, com um valor máximo de US$ 100.
Apesar do acordo, o Google afirma que não reconhece as irregularidades apontadas. “Estamos resolvendo este caso para evitar um litígio prolongado, embora discordemos das alegações”, declarou o porta-voz Jose Castaneda, em comunicado à imprensa.
Uma audiência para avaliar o acordo está marcada para 5 de agosto. O caso representa um importante passo para os usuários.
O que muda para o usuário: Além do pagamento, o acordo implica em ajustes no funcionamento e na comunicação do Android. O Google deverá ser mais transparente sobre quando e como os dados móveis são utilizados por serviços do sistema, já na configuração inicial dos aparelhos. A empresa também deverá facilitar o controle do usuário sobre esse consumo, permitindo desativar manualmente o uso de dados em segundo plano nas configurações do Android e do Google Play.
A expectativa é que a empresa revise a redação de seus termos de privacidade e telas de consentimento, tornando as informações mais diretas e compreensíveis. Esse é um ponto recorrente em ações judiciais envolvendo grandes empresas de tecnologia.
Para os autores do processo, o problema central não foi o volume de dados consumidos, mas a falta de transparência. O argumento é que pequenas quantidades de tráfego, quando somadas ao longo do tempo, geram impacto financeiro real para o consumidor.
Privacidade sob pressão constante: O caso se soma a uma série de disputas judiciais enfrentadas pelo Google nos últimos anos relacionadas à coleta e ao uso de dados. Em 2025, a empresa concordou em pagar US$ 1,4 bilhão ao estado do Texas para encerrar acusações de violação de privacidade envolvendo localização e dados biométricos. Outras grandes empresas também têm sido alvo de ações semelhantes.
Mais do que multas, esses processos têm forçado mudanças concretas em produtos, interfaces e políticas de consentimento — áreas antes tratadas como detalhes técnicos, mas que hoje estão no centro do debate regulatório global. Para o Google, o acordo reforça uma estratégia já adotada em outros casos: encerrar disputas sem admitir culpa, reduzir riscos legais e ajustar práticas para atender a um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso.
Para os usuários, a promessa é de mais controle e clareza sobre como seus dados — e seus planos de internet — são usados.
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