Governo analisa magnitude sísmica após tremores registrar 7,5 pontos

Governo avalia riscos após magnitude sísmica de 7,5 causar preocupação generalizada nas regiões costeiras.

26/06/2026 21:43

3 min

terremoto
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Ao se informar sobre um abalo sísmico, o primeiro dado que costuma aparecer é a magnitude do terremoto. À primeira vista, parece pouco significativo notar apenas uma diferença numérica — por exemplo, entre 6,5 e 7,5 na escala de medição.

Contudo, essa variação representa disparidades enormes no potencial destrutivo e na energia liberada pelo fenômeno geológico. A razão para isso está diretamente ligada ao fato de as escalas utilizadas serem logarítmicas; elas não crescem linearmente, mas sim exponencialmente em relação à força da ruptura.

Como funcionam os números das grandes magnitudes

Por muitos anos, a Escala Richter foi o principal parâmetro usado por cientistas brasileiros (o fonte cita “a”), embora hoje se calcule principalmente pela escala de magnitude do momento sísmico (Mw). Esta última é considerada mais precisa quando há registro dos maiores eventos.

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Apesar de utilizarem métodos diferentes para cálculo — como R e Mw —, ambas as escalas seguem um princípio matemático comum: são logarítmicas. Isso significa que cada aumento em apenas um ponto na leitura corresponde ao crescimento aproximado dez vezes da amplitude das ondas registradas pelos sismógrafos no local.

Magnitude versus intensidade, o impacto real

É crucial entender também qual conceito está sendo medido; magnitude não deve ser confundida com intensidade. A primeira mede estritamente quanta energia foi liberada exatamente onde ocorreu a ruptura geológica (a falha). Esse valor é único para aquele terremoto específico.

Já a intensidade descreve os efeitos observados pelo tremor humano: ela considera fatores como danos em construções e alterações na superfície do terreno. Por isso que um mesmo evento pode gerar diferentes níveis de percepção dependendo da distância ao epicentro ou das características locais do solo.

Fatores determinantes no poder destrutivo

A diferença entre apenas 6,5 e 7,5 não se restringe à escala numérica; o impacto real aumenta drasticamente com cada ponto subindo. Enquanto abalos menores já são fortes por si só — capazes de causar prejuízos consideráveis perto do local —, eventos mais potentes liberam muito mais energia.

Na prática científica, a variação é ainda maior: um terremoto pode liberar cerca de mil vezes mais na amplitude das ondas sísmicas ou até mesmo dezesseis vezes em termos energéticos comparado ao nível inferior.

O poder destrutivo vai além dos números

É importante saber também o limite dessas escalas e quais outros elementos influenciam se haverá destruição. A escala Richter não possui nem mínimo nem máximo definido; ela consegue registrar magnitudes superiores aos 9 pontos imaginados por muitos.

Historicamente falando, foi no sul do Chile, durante **1960**, que ocorreu um registro de grande porte: atingiu a marca impressionante demagnitude,5 na Escala Mw.

No entanto, mesmo com essa leitura alta, é fundamental lembrar

A combinação fatores define o impacto

O poder destrutivo total nunca depende apenas da magnitude. Outros elementos como profundidade (hipocentro), proximidade das edificações e até as características construtivas dos prédios são decisivos.

Um tremor profundo em uma área pouco habitada pode causar danos mínimos; por outro lado, um evento menor que ocorra raso ou muito próximo a grandes centros urbanos tem potencial de gerar consequências devastadoras na região.

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