Governo pretende implementar “medidas de proteção” para o setor industrial e agrícola

O ministro da Fazenda afirmou que o Brasil busca assegurar a resiliência da economia nacional, e não retaliar os Estados Unidos devido aos altos impostos.

01/08/2025 11h17

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DF - EUA/TRUMP/TARIFAS/BRASIL/HADDAD/ACREDITA EXPORTAÇÃO - ECONOMIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad durante cerimônia para sanção do projeto de lei Complementar nº 167/2024, que cria o Programa Acredita Exportação, no Palácio do Planalto, em Brasília, na tarde desta segunda- feira, 28. Haddad afirmou que o Brasil não pode se deter "diante de qualquer tipo de ameaça, interna ou externa". Embora sem menção explícita, a declaração foi vista como referência ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros, previsto para vigorar a partir desta sexta-feira, 1º de agosto, daqui a quatro dias. 28/07/2025 - Foto: FáTIMA MEIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O governo federal está desenvolvendo um conjunto de ações para salvaguardar a indústria e o agronegócio brasileiros frente à nova taxa de 50% aplicada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos exportados do Brasil. A atitude americana gerou preocupação em Brasília, sobretudo devido ao potencial efeito em setores chave da economia nacional.

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De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Brasil não pretende agir com retaliação, mas sim implementar ações que assegurem a robustez da economia brasileira. “Recorreremos nas instâncias competentes, tanto nos Estados Unidos quanto em organismos internacionais”, declarou. “Buscamos maior integração e colaboração, não confronto.”

Uma parte das propostas já está pronta e foi enviada ao Palácio do Planalto para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Haddad afirmou que existe espaço no mercado interno para absorver parte da produção afetada pela perda de competitividade nos Estados Unidos. A intenção do governo é fortalecer setores como agricultura, indústria e exportações de pequeno porte, que devem ser os mais impactados.

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A estratégia do Executivo também contempla articulação com o Ministério das Relações Exteriores para criar oportunidades diplomáticas e buscar negociar uma lista mais extensa de isenções às tarifas. Produtos de alto valor agregado, como os da indústria aeronáutica, já foram parcialmente isentos, porém há preocupação com os impactos sobre pequenos e médios exportadores.

O ministro também aposta em um canal de diálogo com o novo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, na tentativa de amenizar os impactos das medidas implementadas por Trump. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a iniciativa integra um esforço coordenado para assegurar que o Brasil preserve sua competitividade nos mercados internacionais de maior relevância. O governo busca um equilíbrio: salvaguardar a economia nacional sem prejudicar os vínculos comerciais com os Estados Unidos.

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Com informações de Marília Ribeiro.

A indústria de alumínio pode perder R$ 1,15 bilhão devido à tarifa nos Estados Unidos, afirma a Abal. O governo Trump não esconde incômodo com o Brasil nos Brics, afirma Simone Tebet.

Reportagem elaborada com a ajuda de inteligência artificial.

Fonte por: Jovem Pan

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