O Grupo Pão de Açúcar (GPA) deu um passo importante para reestruturar suas finanças, buscando uma negociação extrajudicial para quitar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas que não estão diretamente ligadas às operações do dia a dia da empresa.
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A iniciativa, liderada pelo presidente Alexandre Santoro, conta com o apoio de 46% dos credores, conforme divulgado nesta terça-feira (10). O objetivo principal é reorganizar o endividamento da companhia sem interromper o funcionamento normal das lojas e das operações.
Reorganização Financeira Sem Impacto Operacional
De acordo com o CEO, a recuperação extrajudicial é o primeiro passo em um processo de reestruturação das dívidas não operacionais. Essa estratégia visa eliminar compromissos como pagamentos a fornecedores, aluguéis de lojas ou salários de funcionários, garantindo que a operação da empresa continue sem interrupções.
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O conselho de administração do GPA também aprovou a medida por unanimidade, demonstrando o apoio dos acionistas, que representam aproximadamente 70% das ações da companhia.
Detalhes do Passivo e Cronograma
O diretor financeiro do GPA, Pedro Albuquerque, informou que parte do passivo inclui vencimentos de curto prazo, com valores que chegam a R$ 500 milhões em maio e entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão previstos para julho. É importante ressaltar que o processo de recuperação extrajudicial não envolve dívidas trabalhistas ou tributárias, que são tratadas separadamente pela empresa.
O executivo enfatizou que a iniciativa não está relacionada a questões antigas envolvendo a operação do Assaí.
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Prazo para Negociação e Homologação
Com o protocolo do pedido de recuperação extrajudicial, o GPA terá 90 dias para negociar com os credores. Durante esse período, as obrigações com os credores afetados serão suspensas. Para que o acordo seja homologado, é necessário o apoio de 50% mais um dos credores.
O GPA registrou um aumento de R$ 729 milhões na dívida líquida, atingindo R$ 2 bilhões ao final de 2025, em comparação com o registrado no final de 2024.
