Grendene alerta para queda nos resultados! Lucros da Melissa e Ipanema caem 17,7% em 2025. Saiba mais!
A Grendene, gigante brasileira do calçado com marcas como Melissa e Ipanema, registrou um quarto trimestre de 2025 com resultados abaixo do esperado. Em entrevista à EXAME, o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Alceu Albuquerque, explicou que a companhia enfrentou desafios significativos, impactados por fatores econômicos e de mercado.
O volume total de pares vendidos apresentou uma queda de 19,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa redução se refletiu também no lucro líquido recorrente, que diminuiu 17,7% para R$ 286,1 milhões. A receita líquida também sofreu uma retração de 18%, atingindo R$ 705,1 milhões.
Esses números indicam um cenário de cautela por parte da empresa diante das condições econômicas do país.
Albuquerque atribuiu o desempenho negativo a uma combinação de fatores, incluindo o ambiente macroeconômico brasileiro, com juros elevados e inflação, além da alta endividamento das famílias. A competição no mercado, tanto com fabricantes nacionais quanto com produtos importados, também contribuiu para a pressão sobre as margens.
Fatores climáticos adversos durante o período também impactaram as vendas.
A retração no volume de vendas teve um impacto direto nas margens da empresa. O lucro antes dos juros e impostos (Ebit) recorrente caiu 43,7% para R$ 122,5 milhões, com uma margem de 17,9%. A empresa está implementando medidas para enfrentar o período, incluindo ajustes operacionais e buscando alternativas para estimular a demanda.
A administração da Grendene busca manter as margens em torno de 20% e uma margem bruta próxima de 50%.
Apesar do tom cauteloso, o CFO demonstrou confiança em uma melhora gradual, com crescimento de receita e volume. A Grendene está adotando medidas para enfrentar o período, realizando ajustes operacionais e alternativas para estimular a demanda. A empresa continua focada em preservar o preço e o posicionamento de marca, com reajustes de preços na faixa de 5% a 6% ao ano.
O crescimento na receita bruta por par, impulsionado por produtos de maior valor agregado, também é um foco importante. As exportações, especialmente da Melissa, apresentaram um crescimento significativo, e a empresa continua buscando eficiência e fortalecimento de marcas em diversos mercados.
Para 2026, a administração mantém uma confiança cautelosa, pois o varejo segue operando com estoques mais enxutos e não há, até o momento, sinais de uma recuperação robusta do consumo.
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