Groenlândia Rejeita Firmemente Proposta de Adesão aos EUA
Os líderes dos partidos que compõem o Parlamento da Groenlândia emitiram uma declaração categórica na sexta-feira (9), rejeitando veementemente a ideia de se tornarem um território dos Estados Unidos. A mensagem, transmitida após uma reunião com o presidente americano, foi clara: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”, afirmaram.
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A decisão reflete um forte sentimento nacionalista na ilha.
Preocupações com a Segurança e a Atividade Militar no Ártico
O presidente americano tem repetido que o controle da Groenlândia é “crucial” para a segurança nacional dos EUA, principalmente devido ao aumento da atividade militar russa e chinesa na região do Ártico. A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, admitiu que o presidente está “ativamente” considerando a possibilidade de compra da ilha, buscando uma solução diplomática.
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Rejeição à Proposta e Implicações para a Segurança Global
Os líderes groenlandeses enfatizaram que o futuro da ilha deve ser decidido pelos próprios groenlandeses. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou para as graves consequências de uma possível anexação, argumentando que isso acabaria com a Organização do Tratado do Atlântica Norte (Otan) e a estrutura de segurança pós-Segunda Guerra Mundial.
Pesquisas de Opinião e Reuniões Diplomáticas
Em janeiro de 2026, uma pesquisa publicada na imprensa local revelou que 85% dos groenlandeses se opunham à adesão aos Estados Unidos. Apenas 6% eram favoráveis a essa opção. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá na próxima semana com o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca e representantes da Groenlândia para discutir a situação.
A reunião visa encontrar uma solução que respeite a soberania groenlandesa e as preocupações de segurança internacionais.
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