Groenlândia e a Busca por Envolvimento na Segurança do Ártico
A França manifestou seu interesse em participar de um exercício da OTAN em Groenlândia, afirmando estar “disposta a contribuir” com a iniciativa. O anúncio foi feito pela Presidência francesa nesta quarta-feira (21), em um contexto de crescente tensão envolvendo os planos do presidente dos Estados Unidos para a posse de terras dinamarquesas.
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Desde sua volta à Casa Branca há um ano, o líder republicano tem defendido a necessidade de controlar a ilha de Groenlândia, rica em minerais e terras raras, como medida de segurança nacional, visando evitar a expansão da influência da Rússia e da China.
A alegação é de que a região é crucial para impedir que essas potências estabeleçam uma hegemonia global.
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O Palácio do Eliseu, sede do governo francês, confirmou que a França está buscando a realização de um exercício da OTAN em Groenlândia e que está preparada para colaborar com a operação. A iniciativa surge em meio a uma dinâmica complexa, com diversos países europeus, incluindo Alemanha e Reino Unido, enviando equipes de reconhecimento para preparar um exercício dinamarquês.
Importante ressaltar que essa missão de reconhecimento foi organizada fora da estrutura formal da OTAN, sem o envolvimento direto dos Estados Unidos. Essa ação gerou críticas de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a diversos países europeus que se opõem à sua estratégia para a Groenlândia.
A França, por sua vez, acredita que a participação em um exercício da OTAN demonstraria o compromisso dos Estados Unidos com a segurança do Ártico.
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