Grupo Fictor entra em recuperação judicial! 😱 Dívida de R$ 4 bilhões ameaça gigante dos alimentos e infraestrutura. Saiba mais!
O Grupo Fictor, que atua nos setores de alimentos, infraestrutura e soluções de pagamento, entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) neste domingo (1º). A medida envolve as empresas Fictor Holding e Fictor Invest e está relacionada a uma dívida estimada em aproximadamente R$ 4 bilhões.
O objetivo principal é permitir que a companhia reorganize suas finanças, garantindo o pagamento aos credores – a maioria deles são sócios que participam da empresa – sem que isso interrompa suas atividades operacionais.
Segundo o comunicado do grupo, o pedido de recuperação judicial surge em resposta a uma crise de liquidez que começou em 18 de novembro do ano passado. A origem do problema foi a tentativa de aquisição do Banco Master por um consórcio liderado por um sócio do Grupo Fictor.
Apenas um dia após o anúncio da oferta de compra, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
O Grupo Fictor ressaltou que essa situação gerou “especulações de mercado” e um “grande volume de notícias negativas”, o que impactou negativamente a reputação da empresa e prejudicou o caixa da Fictor Invest e da Fictor Holding. A empresa enfatiza que, antes da crise, “não haviam ocorrido atrasos” em suas operações.
Plano de Pagamento: O comunicado informa que a proposta do Grupo Fictor é quitar as dívidas sem aplicar qualquer “deságio” (desconto no valor devido). Para isso, a empresa solicitou à Justiça uma “tutela de urgência”, que suspende cobranças e bloqueios judiciais por 180 dias. Esse prazo, previsto em lei, visa evitar que cobranças individuais prejudiquem a negociação de um plano de pagamento coletivo e igualitário com os credores.
Reestruturação Antecipada: Antes de protocolar o pedido de recuperação judicial, o grupo realizou uma reestruturação que diminuiu sua estrutura física e quadro de funcionários. A empresa justificou essa medida como uma forma de proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas.
Operações Continuam: O comunicado informa que o pedido de recuperação judicial abrange apenas a holding e a investidora, deixando de fora as subsidiárias operacionais. A Fictor Alimentos S.A., principal braço industrial do grupo, com unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, continua operando normalmente. O advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, responsável pelo processo, explica que o objetivo é impedir que empresas saudáveis sejam afetadas. “Os ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante, apesar da pressão de curto prazo”, afirma Deneszczuk. Segundo o advogado, a meta é preservar fornecedores, clientes e a cadeia de empregos – que soma 3.500 diretos e 10.000 indiretos – enquanto a reestruturação financeira é resolvida no nível corporativo.
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