Haddad anuncia que o plano “contra a alta tarifária” será divulgado em breve

Haddad afirma que ocorrerá uma “ajuste” em razão do decreto do governo Trump, que oficializa as tarifas para o Brasil.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, informou que o plano “anti-tarifa” sofrerá uma “calibragem” e será lançado nos próximos dias. Após a preparação pelo Ministério da Fazenda, o plano será encaminhado à Casa Civil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O processo se dá após o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), assinar, na quarta-feira (30.jul.2025), o decreto que confirma as taxas de 50%. Agora, há a isenção a alguns produtos nacionais (como suco de laranja e aeronaves civis). A declaração foi dada a jornalistas nesta quinta-feira (30.jul), em frente ao Ministério da Fazenda.

Formulário de cadastro

LEIA TAMBÉM!

Com o anúncio dos produtos isentos, o ministro declarou que “o ponto de partida é melhor do que se esperava, porém ainda está distante da chegada”. Apesar disso, Haddad demonstrou confiança ao considerar os mais de 200 anos de relações entre os dois países.

Entenda.

Trump implementou tarifas como parte de sua nova agenda protecionista e para responder ao que ele descreveu como “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pacote, denominado informalmente de tarifaço, impacta setores como aço, carne bovina, máquinas agrícolas e alumínio, o que tem preocupações do ministro Haddad.

O decreto inicial estabelecia sua vigência na sexta-feira (1º de agosto), porém foi postergado após pressão de setores empresariais americanos e da diplomacia brasileira. Em paralelo à discussão, o governo dos EUA divulgou uma lista de isenções que excluiu produtos como aviões, suco de laranja, carne de frango in natura, celulose e certos insumos agrícolas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar das exceções, a ação foi vista como um movimento político da Casa Branca em relação ao fortalecimento do relacionamento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com nações como China e Rússia, juntamente com a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) em questões consideradas delicadas por parte dos Estados Unidos.

Ademais das tarifas, Trump também assinou um decreto que impõe sanções ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, sob a alegação de supostos abusos contra cidadãos americanos. A decisão provocou reações no Brasil, incluindo manifestações de apoio ao ministro e críticas por parte da Advocacia Geral da União (AGU), que classificou a medida como “injustificável”.

Haddad também comentou sobre as sanções: “A perseguição ao ministro Moraes não é o caminho”.

A tarifa de 50% aplicada pelos EUA contra o Brasil.

sobre a sanção aplicada a Moraes:

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile