Haddad critica a “tarifação”, mas afirma que a principal preocupação é com um terço das exportações para os EUA, correspondendo a 12%

O ex-presidente Michel Temer argumenta que o governo deve buscar reduzir a influência da política no âmbito do comércio exterior, uma vez que este não d…

04/08/2025 20h39

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DF - COLETIVA/HADDAD ALCOLUMBRE E HUGO MOTTA - POLÍTICA - Foto, Ministro Fernando Haddad. Nesta terça (3) o Ministro Fernando Haddad ao lado Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado e Deputado Hugo Motta Presidente da Câmara dos Deputados, falam sobre o impasse do IOF. 03/06/2025 - Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou, na segunda-feira (4), que a principal preocupação da equipe econômica reside no fato de que um terço das exportações brasileiras é direcionado ao mercado norte-americano, representando 12% das vendas do Brasil para o exterior. “Nós temos 12% das nossas exportações para os Estados Unidos. O que preocupa mais imediatamente, porque está descompensado em relação ao resto do mundo, é um terço desses 12%, portanto 4% das nossas exportações”, comentou em entrevista à Bandnews.

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Em relação às commodities, que representam maior peso na pauta de exportações brasileiras, Haddad buscou transmitir uma mensagem de tranquilidade ao afirmar que elas podem ser redirecionadas a outros mercados. Acrescentou que a sobretaxa imposta por Donald Trump acabará respingando no próprio consumidor americano. “A situação do consumidor de café dos EUA já está sendo sentida com a taxa”, declarou o ministro da Fazenda, para quem o impacto de tarifas é mais micro do que macroeconômico.

O ministro declarou que, de maio a julho, a questão das tarifas foi politizada pela oposição, misturando a questão comercial com política. “Foi politizada de uma forma que nenhum outro país viveu”, ressaltou. “E nós estamos falando de países que não são democráticos, de países que têm governos autoritários, países que têm governos despóticos. E, nem por isso, as tarifas foram usadas com finalidade política. Aqui, em virtude da oposição ter se mobilizado contra os interesses nacionais, mudou de maio para julho a posição dos Estados Unidos da América”, disse, acrescentando que “os Estados Unidos tem o direito de buscar a solução para sua economia mesmo que não atenda o mundo, mesmo que tenha causado uma certa perplexidade por ser uma solução inusitada e que podia ser evitada em relação ao país, que se dizia liberal até outro dia”.

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Haddad argumenta que o governo deve buscar despolitizar o debate comercial, pois o comércio internacional não pode ser utilizado para interesses eleitorais de um país que deseja que o Brasil seja governado por forças que alvejem as riquezas nacionais, incluindo minerais críticos. “O Pix, por exemplo, que entendemos que deve ser mantido sob a responsabilidade do nosso Banco Central, tudo isso são questões de soberania nacional que não têm relação com o debate comercial. Precisamos compreender que, em primeiro lugar, somos um país soberano e democrático.”

Ainda, afirmou Haddad, “nós temos poderes independentes uns dos outros”. “O presidente Lula não pode se imiscuir em um assunto que diz respeito a outro poder, então nós temos regras constitucionais, desde 1988, que estão estabelecidas; então há uma série de questões que precisam ser levadas à consideração de um país, que até o outro dia era nosso parceiro, para que compreenda o funcionamento da nossa democracia, que é diferente da de lá”.

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Com informações do Estadão Conteúdo Publicado por Sarah Paula

Fonte por: Jovem Pan

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