Ministro Haddad Defende Taxa de Juros de Um Dígito para o Brasil
Em Salvador (BA), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o Brasil precisa buscar uma taxa básica de juros de um dígito, abandonando a trajetória das altas taxas de juros que o país tem enfrentado. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6) durante uma reunião do diretório nacional do PT, e posteriormente, Haddad respondeu a perguntas de militantes e convidados presentes.
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Ao ser questionado sobre o tema, o ministro mencionou o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e destacou que a taxa de juros (Selic) atual pode comprometer o equilíbrio fiscal do país. “A partir do momento que a economia desacelera demais, a política fiscal fica comprometida”, afirmou.
Haddad enfatizou a necessidade de encontrar um “traçado certo” na política monetária, buscando um cenário onde a economia possa crescer de forma sustentável. Ele reconheceu os desafios enfrentados pelo Banco Central, mas ressaltou a importância de uma trajetória consistente de cortes na taxa de juros.
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O ministro voltou a defender a meta de uma taxa de juros de um dígito, argumentando que é essencial para garantir um crescimento econômico mínimo, mesmo com essa taxa. Ele citou o desempenho da economia em 2025, projetando um crescimento entre 2,2% e 2,4%, superando a média de crescimento dos últimos oito anos.
Combate à Corrupção: Abordagem Institucional do Governo
Em relação a uma entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (5), Haddad reforçou que o governo está comprometido com um combate à corrupção de forma institucional e técnica, sem politização. Ele ressaltou que órgãos como a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal e o Coaf atuam de forma independente, sem interferência política.
O ministro enfatizou que a prioridade é garantir que investigações sejam conduzidas de forma imparcial, sem distinção entre suspeitos, independentemente de cargo ou parentesco. Ele afirmou que a prática do governo é de responsabilização, assegurando que todos os envolvidos respondam por seus atos.
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