Hantavírus identificado em argentina desde terra do fogo; oms registro de casos

Autoridades sanitárias na Argentina identificaram hantavírus em roedores coletados na Terra do Fogo nesta segunda – feira (29). Contudo, os especialistas determinaram ser uma cepa distinta daquela ligada a um recente caso grave no sul.
O Ministério da Saúde argentino divulgou informações após análises realizadas pelo Instituto de Virologia Malbrán: “A variante detectada nesses animais silvestres não corresponde à que foi vista nas pessoas envolvidas com o vazamento”, explicou comunicado oficial emitido pela instituição.
Investigação descarta ligação entre fauna e surto
Segundo as autoridades sanitárias argentinas, estudos conduzidos em roedores capturados na Terra do Fogo permitiram descartar qualquer relação direta desses espécimes como fonte para os casos humanos. O instituto reforçou ainda essa conclusão ao afirmar que a investigação excluiu possíveis vínculos dos animais analisados aos eventos recentes no sul da Argentina.
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Vale lembrar que até agora nunca havia registro de hantavírus nesta região — uma ilha separada pelo Estreito de Magalhães —, desde o momento em que notificar sobre a doença se tornou obrigatório há 1996 ano.
O surto e as cepas virais
Os primeiros sinais alarmantes surgiram após um cruzeiro holandês, chamado “MV Hondius”, partir do porto de Ushuaia. O navio tinha como destino Cabo Verde na data de 1º de abril passado.
Dias depois da partida no extremo sul da Terra do Fogo, houve falecimento em alto – mar por causa do hantavírus envolvendo inicialmente uma passageira. Posteriormente, sua esposa mais também outro hóspede morreram a bordo. Esse cenário desencadeou grande emergência sanitária global.
Consequências e o vírus Andes
A situação levou à imposição de quarentenas que afetaram vários países vizinhos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou cerca de 13 infectados até então com os casos associando um tipo específico: era considerada cepa *Andes*. Essa variante é endêmica no sul tanto na Argentina quanto no Chile e representa a única conhecida por conseguir ser transmitida entre seres humanos.
O hantavírus, doença rara sem vacina disponível para tratamento, transmite – se principalmente através do contato ou exposição ao rato – de – cauda – longa (*Oligoryzomys longicaudatus*). Em maio passado, uma missão realizada pelo Malbrán em Ushuaia coletou amostras.
Foram capturados 144 roedores; contudo, os pesquisadores não encontraram exemplares da espécie *Oligoryzomys*. O Ministério também informou que cinco animais pertencentes ao gênero Abrothrix apresentavam anticorpos específicos contra o vírus.
Análise dos espécimes de Uschuai
Após analisar cuidadosamente os materiais biológicos recolhidos entre os dias 18 e 22 de maio na região de Ushuaia, foi possível identificar um tipo viral aparentado à cepa Andes — uma variante ainda inédita para a ciência.
Apesar dessa semelhança genética notável com as amostras do surto investigado no sul da Argentina, especialistas reiteraram em comunicado oficial: “No entanto, ela é diferente [da observada nos casos humanos associados ao surto]”, ressaltou o instituto.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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