Huntington Aposta em Inteligência Artificial para Tratamentos de Reprodução Assistida
O grupo Huntington, especialista em reprodução assistida, acaba de investir mais de R$ 20 milhões no desenvolvimento da MAIA, uma plataforma de inteligência artificial. Essa inovação foi criada com dados de pacientes brasileiras e tem como objetivo auxiliar na escolha de embriões durante os tratamentos de reprodução assistida.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A iniciativa já foi validada em um estudo publicado no renomado periódico Scientific Reports, do grupo Nature, marcando uma posição única para a rede.
Infraestrutura Tecnológica de Ponta
Essa aposta representa uma mudança estratégica para a Huntington, que completa 30 anos de atuação no Brasil. Em vez de depender exclusivamente de softwares importados, a rede está construindo uma infraestrutura própria de embriologia clínica. O projeto combina ciência de ponta, bancos de dados exclusivos e uma visão de longo prazo, respondendo a um mercado onde o custo de um ciclo de tratamento pode variar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil – um valor que muitas mulheres consideram um obstáculo para realizar o sonho de engravidar.
LEIA TAMBÉM!
A MAIA: Uma Segunda Opinião Inteligente
No coração da estratégia está o Embryoscope, um equipamento que fotografa o desenvolvimento do embrião a cada dez minutos, 24 horas por dia, sem a necessidade de removê-lo do ambiente controlado. A Huntington opera atualmente oito dessas máquinas, cada uma avaliada em cerca de R$ 2,6 milhões, formando o maior parque de incubadoras de time-lapse do país.
A MAIA entra em ação analisando o histórico de desenvolvimento de cada embrião, gerando um “score” de probabilidade de sucesso, e atuando como uma segunda opinião para o embriologista no momento crucial da escolha do embrião a ser transferido para o útero da paciente.
Resultados Promissores e Impacto na Área
O estudo publicado no Scientific Reports revelou que a ferramenta, treinada com 1.015 imagens de blastocistos de três centros de reprodução assistida em São Paulo, alcançou uma acurácia global de 66,5% e um desempenho de 70,1% em casos eletivos, quando mais de um embrião estava disponível.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em aproximadamente sete de cada dez disputas, a escolha da IA correspondia ao embrião que resultou em gestação clínica. Em situações em que a recomendação do algoritmo divergiu da decisão inicial do embriologista, a taxa de gravidez atingiu 75% e a acurácia, 81,8% – números comparáveis aos sistemas internacionais de ponta.
O embriologista José Roberto Alegretti, diretor de Embriologia do grupo, enfatiza que o objetivo da MAIA é oferecer consistência e reduzir a subjetividade na decisão clínica.
