A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, em sessão realizada na terça-feira (24), manter a prisão preventiva do influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente. A decisão, unânime, reafirma a validade da sentença de primeira instância que os condenou por crimes relacionados à exploração sexual de menores.
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O caso, que ganhou destaque em 2025, continua sob investigação e acompanhamento das autoridades.
Votação e Reavaliação do Caso
Inicialmente, o julgamento apresentava um placar de 2 a 1 a favor da manutenção da prisão. Os desembargadores Ricardo Vital e Carlos Beltrão foram os responsáveis por votos favoráveis à permanência do casal no sistema prisional. Contudo, o desembargador João Benedito, que a princípio votou pela liberdade dos réus, revisou sua posição durante a sessão e se juntou aos demais membros do colegiado, resultando na rejeição unânime do pedido de habeas corpus.
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Contexto da Condenação
A decisão da Câmara Criminal se segue à sentença de primeira instância, proferida no último sábado (21), que condenou Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de reclusão e Israel Vicente a 8 anos e 10 meses. Ambos foram presos preventivamente desde agosto de 2025, após uma operação que investigava tráfico humano e exploração infantil.
As acusações apontam para a exposição de crianças e adolescentes em redes sociais e a produção de conteúdo impróprio.
Investigação e Denúncias
As investigações, conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba, revelaram que Hytalo Santos gravava danças com menores de idade, muitas delas com pouca roupa, e ganhava dinheiro ao divulgar os vídeos nas redes. Ele também criou uma casa, apelidada de “mansão”, e levou algumas crianças para morar com ele, oferecendo suporte financeiro e educação em troca de sua participação em seus conteúdos.
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A ostentação nas redes, com a distribuição de bens e a realização de cirurgias plásticas, também foi um ponto de investigação.
Repercussões e Desativação de Contas
O caso ganhou notoriedade após um vídeo do criador de conteúdo Felca, que criticou o conteúdo de Hytalo Santos, descrevendo-o como “circo macabro”. Em 2024, Felca teve sua conta do Instagram banida após a publicação do vídeo. Assim como Israel Vicente, sua conta também foi desativada poucas horas após ele publicar uma mensagem em defesa de Hytalo Santos.
A situação demonstra a crescente preocupação com a exploração de crianças e adolescentes em plataformas digitais.
