IA no Backoffice: Brasil Atrasado em Ritmo de Adoção e Riscos no Cenário Financeiro

Inteligência Artificial no Backoffice Financeiro: Um Ritmo Lento no Brasil
Apesar do volume bilionário de transações que ocorre diariamente nos setores financeiro e fiscal das empresas brasileiras, a adoção de inteligência artificial (IA) no backoffice ainda enfrenta um ritmo lento. Um estudo recente da Qive, plataforma que automatiza a gestão de pagamentos, documentos e fornecedores, revela que apenas 33% das companhias brasileiras utilizam IA em áreas como o backoffice financeiro e fiscal, e somente 16% tiveram orçamento dedicado a essa tecnologia em 2025.
Paradoxo no Cenário Corporativo
Segundo Isis Abbud, cofundadora e co-CEO da Qive, existe um paradoxo no mercado. A IA é amplamente discutida no mundo corporativo, mas os investimentos não se traduzem em ações efetivas. Enquanto áreas como marketing exploram modelos generativos, o backoffice financeiro, responsável por volumes bilionários e riscos significativos, ainda depende, em grande parte, de planilhas e controles manuais.
Abbud destaca que a falta de investimento nesse setor é um problema grave, pois o impacto de erros e ineficiências pode ser enorme.
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Três Razões para Acelerar a Adoção
Com base no estudo, a Qive aponta três razões para que as empresas acelerem a implementação da IA em áreas como contas a pagar, financeiro e backoffice. A primeira é o apoio às decisões de negócio, que muitas vezes ficam estagnadas devido à falta de automação.
A segunda é a redução de erros em operações de alto volume, onde inconsistências e retrabalho se tornam estatísticas. E a terceira é a necessidade de ter profissionais mais preparados para analisar dados e tomar decisões estratégicas.
O Papel dos Profissionais e a Qualidade dos Dados
A pesquisa revela que os profissionais de backoffice estão mais prontos do que os sistemas para adotar a IA. 51% dos entrevistados desejam investir em inteligência artificial, e 39% apontam o planejamento como prioridade. No entanto, Isis Abbud ressalta que o apetite por um backoffice mais analítico existe, mas falta dados confiáveis, infraestrutura e integração sólida de ferramentas.
A qualidade dos dados é o fator determinante para o sucesso da IA, pois dados ruins geram ruído, automatizam erros e aumentam a insegurança na tomada de decisão.
Conclusão: A IA como Ferramenta Essencial
A adoção da inteligência artificial no backoffice financeiro e fiscal das empresas brasileiras é um desafio que exige investimento, planejamento e, acima de tudo, dados de qualidade. A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para otimizar processos, reduzir erros e tomar decisões mais estratégicas, mas sem a base de dados correta, o potencial da IA não será totalmente realizado.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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