IA revoluciona o marketing: de produção a curadoria de sentido. Poliana Abreu alerta sobre a saturação e o novo foco B2B. Saiba como se destacar!
A inteligência artificial generativa transformou radicalmente o marketing, resolvendo o desafio histórico da escala. Hoje, qualquer marca consegue gerar conteúdo com grande velocidade, consistência e boa apresentação. O que antes era um ponto de dificuldade tornou-se algo acessível, mas isso gerou um novo problema: a saturação.
Quando todos produzem conteúdo, torna-se difícil se destacar.
A mera quantidade de conteúdo não garante relevância. Poliana Abreu, Chief Knowledge Officer da HSM e do Learning Village, acompanha de perto o impacto da IA generativa nas empresas que dependem do pensamento para competir. Ela alerta que “Conteúdo em abundância não gera, necessariamente, conhecimento e aprendizado”.
Para construir um repertório sólido e antecipar cenários futuros, as marcas precisam mudar o foco. Segundo Abreu, é preciso sair da lógica de produção e migrar para a lógica de curadoria e construção de sentido.
No ambiente de negócios (business-to-business), essa tendência é ainda mais evidente. As decisões de compra raramente são impulsivas ou lineares. Elas são construídas gradualmente, acumulando aprendizados, conversas e influências antes da assinatura de um contrato.
Neste cenário, a empresa que se posiciona como facilitadora do pensamento, e não apenas como vendedora, adquire uma vantagem estrutural muito difícil de ser copiada. A questão estratégica, segundo Abreu, deve ser: “como estamos ajudando nosso cliente a interpretar o mundo?”.
Essa mudança de perspectiva exige repensar duas áreas cruciais, que muitas organizações ainda negligenciam: a escolha das vozes e o desenho de experiências. O mercado atual sofre com uma inflação de especialistas, onde perfis verificados e presença constante são a norma.
No entanto, influência sem conteúdo substancial não perdura. Em um cenário onde a IA já fornece respostas plausíveis para quase tudo, o diferencial reside no que não pode ser sintetizado: a vivência real, um repertório construído, a capacidade de apresentar contradições honestas e uma visão pessoal.
Isso altera a lógica de quem deve ser porta-voz. O foco não é mais apenas o alcance, mas sim a densidade e a legitimidade percebida ao longo do tempo. Embora Jon Winsor, em artigo da Harvard Business Review, sugira o fim do thought leadership devido à IA, Abreu discorda dessa conclusão.
Para ela, o thought leadership não acabou, apenas se tornou mais exigente. O diferencial reside na curadoria e na capacidade de saber quem merece ser ouvido. O conteúdo bem curado ganha força quando está ligado a experiências reais, onde as ideias ganham aplicação prática.
As conexões mais valiosas acontecem fora da mediação algorítmica, através de encontros, trocas e escuta ativa. Eventos, programas e comunidades, nesse sentido, deixam de ser meras “ativações” e passam a ser uma infraestrutura estratégica de marca. É nesse espaço que se constroem relações e negócios concretos.
A mensagem final é um apelo direto ao marketing: é preciso focar menos em preencher calendários e mais em ocupar um espaço mais significativo – o de quem auxilia pessoas e empresas a pensar melhor. Pois o que as pessoas realmente recordam não é o que consumiram, mas sim o que as transformou e quem proporcionou essa mudança.
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