Ibama Revela Risco Novo em Vazamento Petrobras na FZA-M59

Um relatório recente divulgado pelo Ibama revela uma revisão significativa nas projeções ambientais do bloco FZA-M-59 na bacia marítima da Fora dos Amazonas, levantando preocupações sobre a potencial contaminação costeira que pode atingir regiões de Calçoene e Oiapoque.
A conclusão principal é alarmante: um vazamento nos poços onde Petrobras busca petróleo poderia resultar em manchas oleosas impactadas até essas áreas litorâneas.
Novas Simulações Reveladoras
Risco Ampliado
A conclusão, apresentada à DW e ao Ibama no início de abril deste ano –2026– representa uma mudança drástica em relação às análises iniciais realizadas para licenciar a pesquisa exploratória do bloco. Anteriormente as simulações indicavam que um derrame levaria o óleo diretamente contra corrente marítima, mas os estudos atualizados revelam probabilidade considerável de atingir áreas como Trinidad e Tobago no Caribe ou até mesmo litoral da Venezuela.
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O documento detalha a complexa dinâmica oceânica do período entre dezembro/junho (devido às variações nas condições ambientais) e julho-novembro, com simulações que apontam para uma extensão significativa das áreas de risco além dos limites estabelecidos da Bacia Foz.
A margem equatorial brasileira se estende desde o Rio Grande Norte até Amapá.
Impactos e Preocupações Ambientais
Vulnerabilidade Litorânea
O estudo de modelagem, utilizado para identificar os maiores riscos em caso de derramamento – considerado um cenário pessimista –, destaca a vulnerável costa entre Calçoene Oiapoque. Segundo o relatório técnico da Petrobras e confirmado pelo Ibama,a probabilidade do óleo atingir essa região é alta no período compreendido por dezembro/junho, com potenciais consequências para espécies ameaçadas de extinção que habitam na área – incluindo a unidade conservadora Parque Nacional Cabo Orange –, além das comunidades indígenas locais. O documento enfatiza necessidades urgentes da gestão ambiental sistemática e eficaz.
Impactos Adicionais
A perfuração nos sete blocados deverá gerar impactos em meios físico, biológico ou socioeconômico – todos os efeitos são previstos para todas as fases do empreendimento. Além das bases de apoio a serem usadas pela Petrobras e outros 26 municípios na área influenciada pelo projeto (Amapá,Parará Piauí Maranhão Ceará) deveriam ser afetados, com impacto em pesca aquicultura turismo etc.
Vazamento Recente
A Petrobras informou que aguarda análise do órgão ambiental referente ao processo de licenciamentos dos 15 poços da Bacia Foz. As operações exploratórias no bloco estão em andares desde outubro, com previsão para término agosto deste ano –206– e investimento estimado R milhões até o final desta década (até a data). Em fevereiro do presente mês -data- um vazamento liberou cerca de 18 mil litros. O Ibama concluiu que houve impactos negativos no ambiente marinho, podendo levar animais afetados à perda funções básicas como respiração e capacidade alimentar.
A empresa afirmou estar dentro dos parâmetros previstos para o projeto – conduzido com segurança –, mas a avaliação do impacto ambiental continua sendo monitorada pelo Ibama. O término da perfuração está previsto até agosto de 206, após anos em que tentativas foram feitas por Petrobras e outros blocos adjacentes.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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