Ibovespa bate recorde histórico em 10 e impulsiona blue chips; o que esperar?

Ibovespa renova máximas históricas em 10! Saiba como Vale e Petrobras impulsionaram o índice e o que esperar do mercado.

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(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa Renova Máximas Históricas em Sexta-feira, 10

O Ibovespa manteve sua trajetória de alta, estendendo os ganhos por terceira sessão consecutiva. Nesta sexta-feira, 10, o principal índice da bolsa brasileira conseguiu renovar patamares históricos. Após ultrapassar os 196 mil pontos logo no início das negociações, o índice atingiu uma nova máxima intradiária por volta das 10h50.

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Neste momento, o índice subia mais de 0,95%, alcançando 197.985,26 pontos. Próximo ao meio-dia, o avanço se consolidava, com alta de 1,20%, situando-se em 197.473 pontos. O mercado apresentava um forte viés positivo, visto que 66 das 82 ações negociadas operavam no território positivo.

Destaques do Mercado e Perspectivas Econômicas

As grandes empresas, conhecidas como blue chips, como Vale, Petrobras e os principais bancos, foram os pilares que sustentaram o movimento de alta no índice. Em contrapartida, apenas um pequeno grupo de ações, incluindo Cury, Totvs, Azzas e Cogna, registrava queda.

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Visão sobre Ativos de Risco

Marianna Costa, economista da Corretora Mirae Asset, avalia que o cenário permanece favorável aos ativos de risco, mesmo diante de incertezas externas e da inflação brasileira acima do esperado. Ela aponta que o petróleo, apesar dos níveis elevados, não deve gerar novas pressões significativas no curto prazo.

O foco do mercado, segundo ela, está voltado para os dados de inflação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No setor de commodities, o petróleo mostra um comportamento misto: o WTI opera em leve alta, acima de US$ 98 o barril, enquanto o Brent se mantém estável na faixa dos US$ 95.

Impacto Geopolítico e Inflação

Os investidores também acompanham de perto as sinalizações de negociações entre Israel e Líbano, em um contexto de cessar-fogo ainda delicado entre Estados Unidos e Irã. Marianna Costa mencionou que há reuniões programadas no Paquistão no sábado, aumentando as expectativas de um avanço diplomático.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou otimismo sobre um acordo com o Irã, mantendo a pressão sobre Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz. Contudo, as atenções se voltam para a trajetória inflacionária.

Análise Inflacionária e Expectativas de Juros

No Brasil, o IPCA registrou alta de 0,88% em março, superando a expectativa do mercado, que previa 0,77%. Isso elevou o índice acumulado em 12 meses de 3,81% para 4,14%, sinalizando uma inflação persistente no curto prazo.

André Valério, economista sênior do Inter, atribuiu o resultado a efeitos globais do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, especialmente pela pressão sobre os preços da energia. Apesar disso, o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã ajuda a amenizar preocupações inflacionárias.

Para o economista, o Banco Central deve manter o ciclo de cortes de juros em 25 pontos-base, sustentado pelo aperto monetário e por um câmbio que se mantém abaixo de R$ 5,10. Internacionalmente, o CPI dos EUA subiu 0,9% em março, em linha com o esperado, e o núcleo do indicador mostrou fraqueza, sugerindo controle da inflação subjacente.

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