Ibovespa cai e dólar sobe na expectativa do payroll americano. Mercado aguarda dados de emprego nos EUA e cautela do Fed. IBC-Br desacelera e impacta inflação.
A segunda-feira (17) foi marcada por uma queda no Ibovespa, refletindo o clima negativo observado nas bolsas americanas. O movimento também foi influenciado pela expectativa pelo retorno da divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, após o fim da paralisação do governo.
No mercado local, a pressão sobre a bolsa brasileira veio também das perdas em ações de bancos e de um Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) com desempenho abaixo do esperado pelo Banco Central.
O Ibovespa fechou com uma queda, registrando 156.724,84 pontos, conforme dados preliminares. O índice havia atingido mínimas de 156.567,61 pontos e máximas de 157.900,51 pontos ao longo do dia. O volume financeiro negociado no pregão somou R$ 21,62 bilhões.
O dólar também subiu no mercado local, fechando em R$ 5,33 na venda, com um aumento de 0,61%. O contrato futuro de dólar para dezembro na B3 também avançou 0,61%, atingindo R$ 5,3460.
A expectativa pelo reinício das divulgações de dados econômicos nos Estados Unidos, especialmente o relatório de emprego payroll previsto para quinta-feira, ditou o tom dos negócios. O mercado já precificava uma alta probabilidade de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve em dezembro, com apenas uma chance de redução de 25 pontos-base.
“O dólar está com valorização global, com o investidor em compasso de espera pela divulgação de indicadores norte-americanos, principalmente o payroll na quinta-feira”, afirmou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. Ele ressaltou que a cautela dos investidores se refletiu na valorização da moeda americana em relação ao iene, euro e outras moedas emergentes.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou uma queda de 0,2% em setembro, em relação a agosto (série com ajuste sazonal), uma contração maior do que o esperado por economistas. Em agosto, o indicador havia avançado 0,4%.
O Banco Central reconheceu a desaceleração da atividade e seu impacto sobre a inflação, mas manteve cautela sobre o futuro da política monetária, após o fim do ciclo de cortes da Selic.
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