Fevereiro trouxe novas dúvidas sobre a continuidade do movimento positivo que tem impulsionado o mercado brasileiro nos últimos meses. A Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, e a queda do dólar, que já eram expressivas, continuaram a gerar incertezas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Além disso, houve uma desaceleração no desempenho do ouro e da prata, com quedas significativas registradas na sexta-feira (30), onde o ouro caiu 10% e a prata, 16%.
Fatores de incerteza global
A situação econômica global, com temores de novas medidas de corte de impostos por parte do ex-presidente Donald Trump, e o histórico de Arthur Warsh, que minimiza o receio de decisões sem base técnica, contribuem para a instabilidade. A expectativa é que o Federal Reserve mantenha a credibilidade, o que pode reduzir o fluxo de investimentos para outros mercados em busca de maior segurança e rentabilidade.
LEIA TAMBÉM!
Volatilidade e petróleo
A volatilidade dos mercados está refletindo as mudanças de tom, e até o preço do petróleo, que antes era impulsionado por preocupações com a oferta, apresentou queda nesta segunda-feira, em meio a conversas mais diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
Essa situação demonstra a sensibilidade do mercado às notícias.
Questões para os investidores
Diante desse cenário, investidores se questionam sobre o potencial de lucratividade do ouro e da prata, e o desempenho das ações brasileiras, considerando os juros elevados e as perspectivas de menor crescimento da economia. A instabilidade política, com a proximidade das eleições, também é um fator de risco.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cautela e oportunidades
O momento exige cautela nas decisões de investimento, sem imobilismo. É importante estar atento a oportunidades e tentar antecipar mudanças desfavoráveis. A política monetária do Copom, com cortes graduais na Selic, ainda oferece bons ganhos para aplicações atreladas a juros, com projeções de inflação em queda, abaixo dos 4% para este ano.
