Ibovespa despenca! 🚀 Índice recua 1,31%, com bancos em forte queda e cautela no mercado. Saiba mais! #Ibovespa #MercadoFinanceiro
O Ibovespa iniciou a sessão de quarta-feira com uma forte queda, ampliando as perdas iniciadas no dia anterior. Por volta das 12h20, o índice recuava 1,31%, atingindo os 183.234 pontos. A movimentação de baixa foi ampla, refletindo uma postura cautelosa dos investidores diante de diversos fatores, incluindo a repercussão de eventos jurídicos e a expectativa por decisões do governo.
Diversos setores da bolsa apresentaram desempenho negativo. As blue chips, que haviam impulsionado o rali da véspera, operavam majoritariamente em baixa, com destaque para os grandes bancos, pressionados pela abertura da temporada de balanços das instituições financeiras no Brasil.
As ações preferenciais do Itaú (ITUB4) lideravam as perdas, caindo 2,23%, enquanto as da Petrobras (PETR4) também apresentavam recuo, influenciadas pela oscilação nos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent, referência internacional, registrava uma leve alta de 0,18%, cotado a US$ 67,45, enquanto o WTI apresentava uma leve queda, a US$ 363,20.
Analistas atribuem o movimento a uma combinação de fatores. Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, destacou a realização de lucros após o Ibovespa ter atingido máximas históricas na sessão anterior. Correia também mencionou a cautela do mercado em relação à possível interferência do governo na política monetária, com a expectativa pela aprovação das indicações para o Banco Central. “O mercado não gosta muito de qualquer tipo de interferência nesse sentido”, afirmou.
Paralelamente, o mercado de câmbio também acompanhou a tendência de baixa. O dólar americano recuava, impulsionado pela expectativa de cortes de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e pela manutenção de uma taxa de juros doméstica ainda elevada em comparação internacional.
Dados de criação de empregos no setor privado nos Estados Unidos, que ficaram abaixo do esperado, também contribuíram para a pressão sobre o dólar.
Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, avaliou o movimento como uma correção setorial, resultado de uma esticada significativa na bolsa nas últimas semanas, impulsionada pela expectativa de decisões do Copom e da ata do Comitê de Política Monetária. “É um dia de realização de lucros”, afirmou.
Teles ressaltou a ausência de grandes reposicionamentos por parte de investidores institucionais ou hedge funds, indicando que a correção é um fenômeno mais técnico e setorial, com bancos liderando as perdas devido à temporada de balanços.
Apesar da queda da bolsa, o mercado de câmbio seguia em baixa, com ligeiro recuo de 0,06%, cotado a R$ 5,246. A expectativa de cortes de juros, tanto no Brasil quanto no exterior, e a manutenção de uma taxa de juros doméstica ainda elevada em comparação internacional, continuavam atraindo fluxo estrangeiro para operações de arbitragem.
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