Ibovespa despenca e pânico global! Tensão no Oriente Médio dispara e aposta dos investidores se desfaz. Saiba mais!
O Ibovespa iniciou a sessão desta quinta-feira, 26, com uma queda significativa, acompanhando o cenário negativo dos mercados globais. A instabilidade econômica se intensificou com a escalada de tensões no Oriente Médio e o aumento expressivo do preço do petróleo, fatores que geraram cautela entre os investidores.
Por volta das 10h30, o principal índice da B3, o Ibovespa, apresentava uma variação de 0,63%, situando-se em 184.252 pontos. Paralelamente, o dólar americano também operava em alta, com uma variação de 0,26%, cotado a R$ 5,234, refletindo a incerteza em relação a possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã.
A guerra no Oriente Médio, que já dura 27 dias, continua a ser o principal vetor de risco para os mercados financeiros. A proposta do Irã de cobrar pedágio de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, intensificou a pressão sobre os preços da energia.
Essa situação, somada ao bloqueio parcial da região desde o início do conflito, elevou os custos de energia e aumentou a volatilidade nos mercados globais.
A instabilidade se refletiu nas bolsas de valores ao redor do mundo. Na Ásia, índices como o Kospi da Coreia do Sul (recuo de 2,7%) e o Nikkei do Japão (queda de 0,7%) apresentaram desempenho negativo. O índice MSCI de ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, caiu mais de 1%, consolidando um mês de desempenho ruim.
No Brasil, o mercado também acompanhou de perto a divulgação da prévia do IPCA-15 de março, que registrou um aumento de 0,44%, desacelerando em relação ao crescimento de 0,84% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação acumula alta de 3,9%.
Essa informação gerou reações entre os investidores, que buscam entender o impacto da inflação na economia brasileira.
André Valério, economista sênior do Banco Inter, avaliou que a desaceleração da inflação em março tem um caráter sazonal e que o processo de desinflação continua em curso. No entanto, ele alertou que os efeitos do conflito no Oriente Médio ainda não foram totalmente incorporados ao índice, e que a alta do petróleo pode pressionar os preços de combustíveis e alimentos.
O Banco Inter projeta uma nova redução de 25 pontos-base na reunião de maio, dependendo da evolução do conflito e seus impactos sobre a inflação. A instituição mantém uma postura cautelosa, considerando a incerteza do cenário internacional e a necessidade de monitorar de perto os indicadores econômicos.
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