Ibovespa despenca com crise no Oriente Médio! 😱 Ação da Minerva e MRV caem pesado. Petróleo sobe e investidores fogem! 🚀 Saiba mais
O mercado acionário brasileiro iniciou a segunda-feira, 2, com uma tendência de queda no Ibovespa. A instabilidade global, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, afetou o apetite por risco dos investidores, resultando em uma ampla desvalorização de ações. Às 10h17, o principal índice da B3, o Ibovespa, recuava 0,72%, situando-se em 187.431 pontos.
A maioria das ações listadas no índice apresentava sinais de baixa, com 73 dos 84 papéis negociados caindo em valor. Destaque para a Minerva (BEEF3), que registrava uma queda superior a 4%, e MRV (MRVE3), com uma desvalorização de 3,61%. Empresas do setor de varejo, como Assaí, Magazine Luiza, C&A e Azzas, também apresentavam perdas significativas, ultrapassando os 2,5% de queda.
Apesar do cenário negativo, algumas empresas se mostraram mais resilientes. A Vale (VALE3) operava próxima da estabilidade, enquanto os grandes bancos acompanhavam a tendência de queda. No entanto, o setor de commodities apresentou um desempenho positivo, impulsionado pelo aumento do preço do petróleo.
A Prio (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3) lideravam os ganhos, com avanços superiores a 4% e 3,76%, respectivamente.
O aumento do petróleo no mercado internacional desempenhou um papel crucial nesse cenário. A alta do petróleo tipo Brent, próxima de 10% em relação ao fechamento anterior, elevou o “prêmio de risco” nas commodities. Marianna Costa, economista da Mirae Asset, destacou a importância da rota do Estreito de Ormuz, vital para o fluxo global de petróleo, como um fator de risco significativo.
O cenário internacional também contribuiu para a aversão ao risco. O dólar americano avançava, enquanto o rendimento do Treasury de 10 anos recuava, refletindo a busca por ativos considerados seguros. As bolsas globais operavam em queda, com companhias aéreas e instituições financeiras entre as maiores perdas.
A semana é marcada por uma agenda econômica intensa, com a divulgação de dados importantes nos Estados Unidos, incluindo PMIs, indicadores de emprego e a decisão do Federal Reserve sobre a política monetária.
No Brasil, o principal destaque é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025, prevista para terça-feira. As estimativas apontam para uma expansão de 0,1% no período e um crescimento acumulado de 2,3% em 2025. Além do PIB, investidores acompanharão de perto outros indicadores econômicos, como o Índice de Confiança Empresarial, a balança comercial e a produção industrial.
Diante de um cenário de risco geopolítico elevado, petróleo em alta e uma agenda econômica intensa, o mercado brasileiro inicia a semana com cautela. Os investidores aguardam os próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e novos sinais sobre o ritmo da economia global, buscando se posicionar em um ambiente de maior incerteza.
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