Ibovespa despenca 2,47% em dia de pânico! Tensão global e Trump reacendem conflito no Irã e abalam o mercado. Saiba mais!
O Ibovespa apresentou uma sessão de negociação tensa nesta terça-feira, 3 de julho de 2026, acompanhando o clima de forte aversão ao risco que se espalhou pelos mercados globais. Apesar de um movimento de recuperação parcial em Nova York, o principal índice da B3 continuou sob pressão, registrando uma queda de 2,47% e fechando aos 184.637 pontos.
A situação se agravou com o número elevado de ações em declínio, totalizando 78 dos 84 papéis que compõem o índice.
Em meio à queda geral, algumas empresas se destacaram com desempenho positivo. As ações da Raízen (RAIZ4) lideraram os avanços, subindo mais de 6%, seguidas pela Braskem (BRKM5) com alta de 1,30% e pela Vivara (VIVA3), que subiu 1,23%. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras (PETR4 e PETR3) também apresentaram leve valorização, refletindo o desempenho das petroleiras no mercado.
A principal causa da volatilidade no Ibovespa foi o aumento das tensões geopolíticas, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o sucesso das Forças Armadas norte-americanas em destruir defesas iranianas no Irã.
Essa notícia, combinada com o potencial fechamento do canal do Estreito de Hormuz, gerou preocupações sobre a duração e o impacto do conflito, levando o mercado a precificar um cenário mais prolongado de incertezas.
Especialistas como Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, apontaram que o mercado está sentindo a percepção de que o conflito pode se estender por semanas, o que representa um cenário negativo para a economia. Jucelia Lisboa, sócia da Siegen Consultoria, reforçou que o quadro reflete uma aversão ao risco, com o petróleo em alta e o dólar forte, o que acende um alerta para o Brasil, especialmente em relação à inflação e ao ciclo de juros.
No mercado de câmbio, o dólar continuou em alta em relação ao real, mas com uma correção em relação à máxima do dia, cotado a R$ 5,265. A alta do barril de petróleo também representa um risco direto para a inflação brasileira, podendo afetar o início do ciclo de queda de juros, reduzindo o espaço para cortes mais rápidos ou intensos da taxa básica de juros.
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