Ibovespa despenca 1,48% com crise global! Conflito EUA-Irã e alta do petróleo abalam B3. Saiba mais!
O Ibovespa apresentou uma sessão de forte correção nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, com uma queda de 1,48% nos seus valores. O índice da B3 fechou aos 181.149 pontos, impulsionado por uma série de fatores que geraram apreensão no mercado.
A principal causa da desvalorização foi o avanço do preço do petróleo, intensificado pela escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que entrou no seu 13º dia. Essa situação geopolítica, somada aos ataques a estruturas petrolíferas e navios no Estreito de Ormuz, elevou a cotação do Brent, referência internacional, para US$ 98,12, com alta de mais de 6%.
Paralelamente, o WTI, utilizado como referência nos Estados Unidos, também registrou um aumento de mais de 6%, atingindo US$ 93,09. A instabilidade no Oriente Médio, com a evacuação de embarcações no Estreito de Ormuz e a suspensão das operações em terminais de petróleo no Iraque, intensificou ainda mais as preocupações com o fornecimento global de petróleo.
Essa conjuntura econômica global impactou negativamente as principais Bolsas do mundo, com quedas significativas no Nikkei (Japão), Euro STOXX 600 (Europa) e nos índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq (Estados Unidos).
No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que fechou o mês em alta de 0,70%, gerou preocupação entre os investidores. Essa alta, superior às expectativas do mercado, que projetava 0,65%, foi impulsionada por serviços, transportes e monitorados, elevando o acumulado em 12 meses para perto de 3,8%.
Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o dado reforça a expectativa de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, limitando o otimismo para ações de crescimento. A pressão inflacionária, combinada com o superávit comercial da primeira semana de março, que sustenta commodities, e os ruídos fiscais, adicionam cautela ao mercado.
Em meio a esse cenário, 76 dos 84 papéis que compõem o Ibovespa apresentaram queda. O desempenho das blue chips pressiona o índice, com destaque para as ações da Vale (VALE3), que caem mais de 1%, e do setor de mineração e siderurgia. Os grandes bancos também recuam, principalmente as ações do Itaú (ITUB4), que tem mais de 9% de participação e cai mais de 2%.
A alta das ações da Petrobras (PETR3 e PETR4), acompanhando o avanço do petróleo, limitou maiores quedas no índice.
A combinação de fatores geopolíticos, inflação e expectativas de política monetária cria um ambiente de incerteza nos mercados financeiros. A alta do petróleo, a guerra no Oriente Médio e a pressão inflacionária no Brasil geraram uma onda de vendas no Ibovespa e em outras Bolsas do mundo, refletindo a cautela dos investidores diante de um cenário global complexo e volátil.
A manutenção da Selic, como previsto, continua sendo um fator determinante para o desempenho do mercado acionário brasileiro.
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