Ibovespa despenca 3,28% em dia de turbulência! Tensão no Oriente Médio abala mercado e aversão ao risco dispara. Saiba mais!
O Ibovespa encerrou a sessão de terça-feira, 3 de junho de 2026, em forte declínio, refletindo o aumento da aversão ao risco no exterior, impulsionado pelas crescentes tensões no Oriente Médio. O principal índice da B3 registrou uma queda de 3,28%, atingindo os 183.104 pontos, distante da mínima do dia de 180.518 pontos, mas significativamente abaixo dos 189 mil pontos com que iniciou a negociação.
Ao longo do dia, o movimento negativo se manteve, acompanhando a tendência de queda observada em outros mercados globais. A maioria das ações listadas na bolsa brasileira apresentou desempenho negativo, evidenciando a cautela dos investidores diante do cenário de incertezas.
A Raízen (RAIZ4) foi a única destaque positivo, com alta de 6,15%, enquanto a Braskem (BRKM5) avançou 3,24% e a Vivara (VIVA3) ficou estável.
As empresas do setor de petróleo, que haviam sustentado o índice em momentos anteriores, sofreram forte pressão e registraram quedas significativas. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) encerraram o dia em declínio, com recuos de 0,44% e 0,74%, respectivamente.
O movimento reflete a preocupação com o impacto das tensões geopolíticas no preço do petróleo.
Em um cenário de maior aversão ao risco, os contratos de referência internacional do petróleo, o Brent e o WTI, registraram altas expressivas. O Brent, com vencimento em maio, subiu 4,70%, cotado a US$ 81,40 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), enquanto o WTI, com vencimento em abril, avançou 4,67%, a US$ 74,56 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Ambos os contratos acumularam ganhos de mais de 10% no acumulado da semana até o momento.
O fechamento do Ibovespa como pior dia desde dezembro de 2025, atrás apenas do pregão de 5 de dezembro, demonstra a intensidade da aversão ao risco. Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, ressaltou que eventos geopolíticos, historicamente, têm um impacto negativo em bolsas, citando exemplos como a Guerra do Yom Kippur e a invasão do Kuwait.
Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, apontou que o mercado está precificando um cenário prolongado de conflito, com o fechamento do Estreito de Hormuz representando um risco inflacionário significativo.
Jucelia Lisboa, economista da Siegen Consultoria, descreveu o cenário como típico de aversão ao risco, com petróleo em alta, bolsas em queda e dólar forte. A disparada do barril acende um alerta para o Brasil, com potencial impacto na inflação e no ciclo de juros.
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