Ibovespa em Queda e Crise Global: Trump Alerta Sobre Cessar-Fogo!

Ibovespa despenca e incertezas globais assombram mercado! 📉 Acompanhe a queda da bolsa e o impacto da crise energética e tensões geopolíticas.

27/05/2026 09:49

3 min

Ibovespa em Queda e Crise Global: Trump Alerta Sobre Cessar-Fogo!
(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa Abertura em Queda e Cenário Global de Incertezas

O Ibovespa iniciou a sessão de terça-feira, 12, com uma queda de 0,71%, situando-se aos 180.6 mil pontos. Essa desvalorização se somava a uma perda de 1,19% registrada no dia anterior, refletindo uma sequência de quatro semanas de recuo no índice.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), houve uma leve retomada das perdas, com uma redução de 0,27%. A pressão sobre a bolsa brasileira era impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras, que apresentavam forte queda após a divulgação de resultados do primeiro trimestre, com um recuo de 7% no lucro da companhia.

O dólar comercial mantinha-se estável, com uma variação de 0,15%, a 4,89 reais, enquanto o petróleo Brent subia em ritmo acelerado, ultrapassando os US$ 108. Essa valorização do petróleo era impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, em particular, pelo “estado crítico” do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, conforme declarado pelo presidente Donald Trump.

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O barril do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também superou os US$ 100, refletindo a crescente preocupação com possíveis interrupções no fornecimento de energia.

Além do cenário internacional, a inflação no Brasil continuava sendo um fator de atenção. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um aumento de 0,67% em abril, com uma desaceleração de 0,21 ponto percentual em relação a março.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada atingia 4,39%, e no ano, 2,60%. Paralelamente, nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) também subiu 0,6% em abril, com ajustes sazonais, acumulando alta de 3,8% nos últimos 12 meses e 3,7% no ano.

Essa inflação americana, impulsionada pela crise energética, intensificava as pressões sobre o Banco Central brasileiro.

O CEO da Gravus Capital, Ricardo Trevisan, avaliou o cenário como desafiador, destacando que o mercado enfrentava “uma segunda difícil” em um contexto de incertezas em relação à inflação e às projeções de juros. Ele mencionou a “pressão vinda de combustível e alimento”, puxada pelo aumento do petróleo no Oriente Médio, como um fator adicional de preocupação.

As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras apresentavam quedas superiores a 1%, enquanto as ordinárias da Vale também recuavam 1,02%, a R$ 82,60. Outros grandes pesos do Ibovespa, como Itaú, Axia Energia e Bradesco, também acompanhavam a tendência de queda.

Impactos Globais e Reações do Mercado

No cenário internacional, as bolsas americanas operavam com resultados mistos. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, acima das expectativas, reforçava a percepção de que a crise energética gerada pelo conflito entre Irã e Estados Unidos estava impactando a economia americana.

Ações da fabricante de chips Nvidia, que havia apresentado um forte desempenho na semana anterior, caíam mais de 2% no pré-mercado, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário global.

Na Europa, as bolsas também apresentavam quedas, impulsionadas pelas incertezas geopolíticas e pela deterioração do ambiente político no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava cerca de 0,6%, enquanto as principais bolsas da região operavam no vermelho.

Frankfurt, Madri e Milão também registravam perdas, com a crise política envolvendo o primeiro-ministro britânico, Liz Truss, sendo um fator de pressão sobre os mercados.

As bolsas asiáticas apresentavam um desempenho misto. O índice Nikkei, do Japão, avançava, sustentado pela expectativa de alta de juros por parte do Banco do Japão. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuava após um desempenho recorde na sessão anterior.

Os mercados da China apresentavam leves perdas, avaliando os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio e a possibilidade de novas negociações diplomáticas entre Washington, Teerã e Pequim.

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