Ibovespa despenca 0,64% com aversão ao risco! Guerra no Irã agita o mercado e afasta investidores. Saiba mais!
O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira, 27, com uma queda de 0,64%, situando-se aos 181.556,76 pontos. Essa desvalorização ocorreu em meio a uma crescente percepção de risco no cenário internacional, que impactou negativamente o desempenho do índice.
O giro financeiro, volume de negociações, atingiu R$ 26,3 bilhões, refletindo o interesse dos investidores na dinâmica do mercado.
Apesar do recuo diário, que representou a segunda sequência de perdas consecutivas, o Ibovespa apresentou um desempenho positivo na semana, com alta de 3,03%. Essa valorização, que marcou a primeira semana de março com avanço, foi impulsionada por um fluxo externo mais favorável a economias emergentes, que demonstraram menor exposição aos efeitos da guerra no Oriente Médio.
Inicialmente, o índice obteve suporte com a perspectiva de um cessar-fogo no conflito, mas a incerteza sobre a sustentação desse acordo, somada a declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã, intensificou a aversão ao risco. “Isso tem acontecido muito devido à guerra, que acaba gerando incerteza, e com isso saindo capital da nossa bolsa, seja do gringo, seja do próprio brasileiro institucional aqui que acaba tirando um pouco de capital da bolsa e direciona um pouco mais para renda fixa até que o cenário se torne um pouco mais claro, mais tranquilo e previsível pela frente com relação a essa parte”, afirmou Danilo Coelho, economista especialista em investimentos da B7 Business School.
A guerra no Irã, que completa um mês de conflito, gerou preocupações entre os investidores, que temem novos ataques americanos, mesmo com esforços de negociação de paz. A queda do Ibovespa foi amplamente disseminada, com apenas 8 papéis em alta e 62 em baixa.
A Marfrig (MRFG3) liderou os ganhos, com alta de 6,07%, seguida por Assaí (ASAI3), que subiu 5,85%, e pela Prio (PRIO3), com avanço de 3,00% após anunciar a abertura do segundo poço produtor no campo de Wahoo.
Por outro lado, a Petrobras (PETR3; PETR4) acompanhou a disparada do petróleo no mercado internacional, avançando também. A Vale (VALE3), contudo, terminou praticamente estável, com leve alta de 0,11%, contrariando a queda do minério de ferro no exterior.
Os bancos, como BTG Pactual (BPAC11), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4), pesaram negativamente sobre o índice, com recuos significativos.
A Braskem (BRKM5) liderou as perdas do dia, com queda de 10,84%, após a divulgação de seu balanço trimestral. As ações da Cyrela também apresentaram recuos, com quedas de 6,56% e 5,54%. O cenário global, marcado pelo aumento dos preços do petróleo e a tensão no Irã, influenciou o humor dos investidores, mantendo um viés cauteloso nos mercados globais e pressionando ativos de risco.
Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, destacou que os dados da PNAD Contínua indicam uma acomodação do mercado de trabalho, sem sinais de uma mudança estrutural significativa. Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, alertou para a pressão sobre os rendimentos e a alta da massa salarial, que podem impactar a política monetária do Banco Central.
As bolsas de Nova York também registraram perdas acentuadas, com o Nasdaq e o Dow Jones entrando em território de correção, refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio.
Autor(a):
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!