Ibovespa renova recordes com alta e melhora do humor externo após notícias de paz?

Ibovespa renova recordes em alta! Saiba como o humor externo e negociações entre EUA e Irã impulsionaram o mercado na segunda-feira, dia 13.

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(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa encerra em alta e renova recordes com melhora do humor externo

O Ibovespa demonstrou força ao longo da tarde e fechou em alta nesta segunda-feira, dia 13, conseguindo renovar recordes históricos. Esse desempenho positivo ocorreu em meio a um cenário de melhora no sentimento dos investidores internacionais.

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O principal índice da B3 avançou 0,34%, atingindo 198.000,71 pontos. Este fechamento marca pela primeira vez que o pregão encerra acima da marca de 198 mil pontos. Durante o dia, a referência acionária brasileira oscilou entre 196.222,86 e 198.173,39 pontos, com um volume financeiro totalizando R$ 33,8 bilhões.

Influência das bolsas americanas e negociações diplomáticas

O desempenho local acompanhou a reversão das bolsas de Nova York. Os índices americanos passaram a subir com mais vigor após sinais de retomada nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os investidores reagiram positivamente à sinalização de que ainda há espaço para uma solução diplomática para o conflito.

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Perspectivas de acordo e impacto no mercado

Fontes ouvidas pelo portal Axios indicaram que os dois países mantêm contato e que um acordo ainda é possível, mesmo após o impasse registrado no último sábado, dia 11. Trump também afirmou que a situação segue normal, dissipando temores imediatos de interrupção no fluxo global de petróleo.

Apesar disso, ele ressaltou que não aceitará um acordo que permita ao Irã desenvolver armas nucleares, sinalizando que as conversações ainda enfrentam entraves significativos. Essa mudança no tom foi suficiente para aliviar a aversão ao risco durante a tarde.

Reações em câmbio e commodities

“Sem sombra de dúvidas, essa reviravolta que nós tivemos no mercado foi em relação aos possíveis acordos novamente. Isso trouxe novamente um alívio, o petróleo voltou para baixo dos US$ 100”, comentou Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da Top Gain.

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No câmbio, o dólar refletiu esse ambiente mais favorável, caindo 0,36% frente ao real, sendo cotado a R$ 4,994. Este valor representa o menor patamar desde março de 2024, impulsionado pela sinalização de negociações com o Irã.

Movimentação no mercado de petróleo

Embora o petróleo tenha perdido força em relação às máximas do dia, ele ainda encerrou com uma alta relevante. O contrato WTI para maio subiu 1,73%, atingindo US$ 98,25, enquanto o Brent avançou 3,38%, chegando a US$ 98,42.

Visão de futuro e pontos de atenção para o Brasil

Apesar do otimismo, o cenário internacional permanece sob vigilância dos investidores. “O ambiente geopolítico permanece complexo, com tensões simultâneas no Oriente Médio, Ucrânia e Ásia-Pacífico. Choques de preços podem persistir mesmo com eventuais cessar-fogos, indicando um componente inflacionário mais estrutural”, alertou Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial.

Segundo ele, a América Latina continua beneficiada pelo fluxo global em direção a mercados emergentes, impulsionada pela exportação de commodities e pelo diferencial de juros. Contudo, há pontos de atenção no Brasil, como o aumento do custo de capital e a deterioração dos balanços corporativos.

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