Famílias brasileiras se desesperam: cozinhar em casa ou aplicativos de delivery? Descubra qual a melhor escolha para o seu bolso em 2026! 💸 iFood, Rappi e outros dominam, mas o custo real te surpreenderá
Para muitas famílias brasileiras, a decisão de preparar a própria comida ou recorrer a aplicativos de entrega é mais complexa do que apenas uma questão de praticidade. É uma análise financeira que leva em conta diversos fatores. Com o crescimento do setor de entrega de alimentos, impulsionado por aplicativos como iFood, Rappi, 99Food e Keeta, surge a dúvida: qual opção é mais vantajosa no bolso e na rotina diária?
Embora o senso comum sugira que cozinhar em casa geralmente seja mais barato, a praticidade, o tempo disponível e as promoções oferecidas pelos aplicativos podem alterar essa percepção. A alta nos preços dos alimentos, especialmente entre 2020 e 2023, também motivou algumas pessoas a retomarem o preparo das refeições em casa.
Wanessa Guimarães, planejadora financeira CFP, destaca que uma pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box, divulgada em fevereiro de 2026, revelou que o gasto médio mensal do brasileiro com supermercado é de R$ 930, uma quantia significativa em relação ao custo de vida médio estimado em R$ 3.520 por mês.
No entanto, o custo de uma refeição preparada em casa pode variar entre R$ 10 e R$ 18 por pessoa, dependendo do tipo de prato, do aproveitamento dos alimentos e da quantidade preparada. Esse valor inclui os custos indiretos, como gás, água e energia.
Ao contrário do preparo em casa, o delivery envolve um custo maior. O ticket médio de pedidos individuais em aplicativos varia entre R$ 30 e R$ 55 para refeições completas e entre R$ 25 e R$ 45 para lanches. O frete geralmente fica entre R$ 5 e R$ 15, podendo ser reduzido em promoções.
Quando se adicionam bebidas, taxas de serviço e outros adicionais, o valor final pode ultrapassar R$ 60 por pedido.
A “guerra do delivery”, com a entrada de novos concorrentes, tem levado os aplicativos a oferecerem descontos agressivos no frete. No entanto, o frete sempre estará presente na conta final. Carol Stange, educadora financeira, ressalta que cozinhar em casa ainda tende a ser a opção mais econômica, especialmente para famílias, com uma diferença de custo que pode chegar a 60% quando comparada ao uso frequente de delivery.
Apesar disso, promoções, cupons e assinaturas podem reduzir essa diferença, principalmente para quem utiliza os serviços de forma pontual e planejada. Os clubes de assinatura variam de preço, oferecendo acesso a cupons de frete grátis e descontos. É importante ter cuidado para não estimular o consumo excessivo, pois o objetivo é economizar, e não aumentar os gastos mensais.
Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio, sugere utilizar clubes de compras, programas de fidelidade e cashbacks sempre que possível, aproveitando as promoções de fim de mês, quando o valor de vales-refeição e alimentação oferecidos pelas empresas pode estar esgotado.
Uma alternativa que busca equilibrar custo e conveniência são as marmitas e refeições semi-prontas, com preços que variam de R$ 15 a R$ 34,90 por unidade. Essa opção pode oferecer uma refeição nutritiva por cerca de R$ 20,00, um valor competitivo em relação ao preparo em casa e ao preço de um prato de restaurante por delivery.
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