IMI: Luta Histórica de Mulheres no Imobiliário Revela Assédio e Conquistas Surpreendentes

Mulheres no Imobiliário: Luta por Equidade Revela Alarmantes Estatísticas! 61% sofrem assédio no trabalho. Saiba como a Resolução 1.555/2025 mudou tudo.

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(Imagem de reprodução da internet).

Instituto Mulheres do Imobiliário: Uma Luta em Construção

Em agosto de 2019, o Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI) nasceu com um desejo claro: que um movimento como este não fosse necessário. A fundadora, Elisa Rosenthal, sonhava com um futuro onde a equidade de gênero no setor imobiliário fosse uma realidade, não uma luta constante.

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A ideia era simples: criar um espaço de apoio e visibilidade para mulheres na área, reconhecendo a crescente representatividade feminina no mercado.

Sete anos depois, o IMI já contava com mais de 8 mil membros espalhados por 14 estados brasileiros. Em torno da organização, surgiram outros movimentos, impulsionados por entidades como o Creci-Cofeci, o Ibradim e o Secovi-SP. Esses grupos reconheciam a importância de aumentar a participação feminina nas decisões do setor, um espaço historicamente dominado por homens.

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Números que Revelam a Realidade

Os dados mostram que as mulheres representam 54% dos profissionais do setor imobiliário e mais de 40% dos corretores habilitados no país. No entanto, a ascensão a cargos de liderança ainda é desigual, com apenas 28% das profissionais ocupando essas posições.

Alarmantes são os números sobre assédio, com 61% das mulheres já tendo sofrido alguma forma de violência no ambiente de trabalho, e 21% não denunciando por medo de represálias.

Conquistas e Desafios Persistem

Apesar dos desafios, o IMI alcançou uma vitória significativa em outubro de 2025: a Resolução 1.555/2025, que garantiu isenção de anuidade para corretoras mães, adoção ou em casais homoafetivos. Essa iniciativa, inspirada em um encontro de mulheres corretoras em Curitiba, foi apoiada pelo presidente nacional, João Teodoro.

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A diretora Izabel Maestrelli ressaltou um ponto crucial: a remuneração igualitária entre homens e mulheres na corretagem de imóveis, um diferencial importante em relação a outras profissões.

Eventos e Iniciativas de Capacitação

Ao longo do ano, o IMI promoveu dezenas de eventos, campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul, e ações solidárias. Além disso, ofereceu encontros de capacitação profissional em temas como educação financeira, financiamento imobiliário e oratória.

Em março, cada Creci estadual definiu sua própria pauta, focando em equidade, respeito e combate ao assédio.

O Impacto da Diversidade

Luciana Ismael, presidente do IBRADIM, destacou que a diversidade não é apenas uma questão de representatividade, mas um fator que qualifica o processo de tomada de decisão e fortalece o setor. O Secovi-SP, por sua vez, lançou um projeto de desenvolvimento das lideranças femininas, que já havia promovido a ascensão de 56% da liderança interna do sindicato.

Sarah Miranda, assessora de empreendedorismo e inovação do Secovi-SP, reconheceu que o setor de incorporação ainda apresenta menor representatividade feminina e que esforços serão direcionados para equilibrar essa situação.

Um Caminho Ainda Longo

Apesar dos avanços, a luta continua. Nenhum desses resultados veio de cima para baixo. A crença de que há redes, entidades e colegas que amparam as mulheres, criando ambientes mais seguros e que denunciar vale a pena, impulsionou o movimento. No entanto, a inclusão dos homens no debate é fundamental para a construção da equidade.

O IMI tem sido pioneiro nessa frente, promovendo conversas sobre o tema com homens do setor, não como espectadores, mas como participantes ativos.

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