Inadimplência no Brasil: Crescimento e Queda no Varejo – Análise Completa

Inadimplência no Brasil: dívidas sob controle? Levantamento aponta 72 milhões de brasileiros em atraso. Varejo mostra queda na inadimplência.

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A situação da inadimplência no Brasil continua sendo um ponto de atenção. Um recente levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil revelou que quase 72 milhões de brasileiros encerraram o mês de setembro com dívidas em atraso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse número representa um aumento de 8,91% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Varejo Versus Consumo Digital

No entanto, o cenário difere significativamente no setor do varejo. O Índice de Inadimplência, desenvolvido pelo Meu Crediário, que monitora dívidas com mais de 90 dias de atraso, demonstra uma tendência de queda desde junho. Em outubro, o índice fechou em 7,99%, evidenciando uma redução gradual.

LEIA TAMBÉM!

Perfil do Endividado e Setores

Análises apontam que o perfil do consumidor endividado também está mudando. No total das dívidas do país, a faixa etária entre 30 e 39 anos concentra quase 24% dos atrasos. Já no setor varejista, jovens entre 18 e 25 anos representam cerca de 15% dos devedores.

Observa-se que a inadimplência tende a diminuir conforme a idade, atingindo níveis de 4,91% em pessoas com mais de 66 anos.

Variações por Tipo de Produto

As pesquisas também identificam diferenças na inadimplência de acordo com o tipo de produto. No acumulado de 2025, as médias do crediário estão em 8,20%. Em segmentos como roupas e calçados, o índice chega a 9,03%, enquanto em móveis, ele se mantém em 6,43%, possivelmente devido a políticas de crédito mais restritivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desafios e Perspectivas

Com 43% da população adulta brasileira endividada, o controle da inadimplência é crucial para o fluxo de caixa dos lojistas e para a oferta de melhores condições de pagamento. O desafio reside em manter a redução dos atrasos sem restringir o acesso ao crédito.

Especialistas sugerem que uma análise de risco mais precisa, a renegociação de dívidas e a educação financeira podem ajudar a manter o indicador em patamares mais baixos até o final de 2025.

Sair da versão mobile