Índia: Crescimento Robusto Projetado e Estratégias do FMI para Sustentá-lo

Índia projeta crescimento robusto de 6,6% com FMI! Análise aponta reforma tributária e economia resiliente como pilares. Apesar de tarifas nos EUA, projeção mantém ritmo acelerado. FMI alerta para riscos externos e defende reformas institucionais para impulsionar o desenvolvimento

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(Imagem de reprodução da internet).

A economia da Índia deve manter um ritmo de crescimento robusto, projetado em 6,6% para o período 2025/26, segundo uma recente análise do Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa projeção se baseia na avaliação de que as reformas internas implementadas, especialmente a tributária, juntamente com uma economia doméstica resiliente – impulsionada pelos setores corporativo e financeiro, além de uma consolidação fiscal e o aumento das exportações – são capazes de proteger o país de um cenário global mais desafiador.

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O FMI considera que, mesmo com tarifas de 50% nos Estados Unidos, a economia indiana consegue manter sua trajetória de crescimento.

Reforma Tributária como Amortecedor

Desde 2017, a Índia passou por uma reforma tributária que substituiu sistemas antigos e complexos por um sistema mais eficiente e direto. Essa reforma impacta todos os processos de produção e venda de bens e serviços, com o reembolso das taxas ocorrendo em cada etapa, exceto para o consumidor final.

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O FMI destaca que essas melhorias e a performance do sistema tributário são um dos fatores que contribuem para o crescimento econômico do país. A reforma ajuda a mitigar os efeitos das tarifas, atuando como um “amortecedor” contra o aumento dos preços.

Projeções Futuras e Desaceleração Gradual

A previsão do FMI indica que o crescimento da Índia deve desacelerar para 6,2% em 2026/27. O Fundo interpreta essa desaceleração não como um sinal de fraqueza, mas sim como um retorno ao “produto potencial” da economia, ou seja, o nível máximo de produção que pode ser alcançado com o uso sustentável dos recursos.

Essa moderação reflete a dificuldade do comércio global e o impacto das tarifas, e não uma deterioração dos fundamentos da economia indiana.

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Riscos e Recomendações do FMI

O FMI também identificou fatores e riscos que podem influenciar o desempenho econômico da Índia. Os fatores domésticos são majoritariamente positivos: a continuidade das reformas estruturais, a celebração de novos acordos comerciais e o aumento do investimento, especialmente nos setores de manufatura e serviços, têm potencial para impulsionar o crescimento.

No entanto, os riscos externos permanecem negativos, devido à fragmentação geopolítica e econômica, que podem restringir o comércio, elevar os custos de financiamento e reduzir o investimento estrangeiro. O FMI enfatiza a importância de reformas em áreas como mercados de trabalho, capital humano, participação feminina na força de trabalho, ambiente de negócios, integração comercial e capacidade de inovação para que a Índia possa avançar para o status de economia desenvolvida.

Além disso, o FMI ressalta a necessidade de reformas institucionais, como uma supervisão financeira mais robusta, melhoria na qualidade dos dados e sustentabilidade fiscal dos estados. A volatilidade climática também é um fator crucial, afetando a produção e o consumo rural, além de influenciar a inflação.

O Fundo sugere que, se as tarifas permanecerem altas e a inflação se mantiver baixa, pode haver espaço para um afrouxamento da política monetária, e que a flexibilidade cambial deve ser priorizada para absorver choques externos.

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