Cubanos no Exterior e seus Descendentes Terão Possibilidade de Investir em Cuba
O ministro cubano de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, anunciou recentemente uma importante mudança na política de investimento da ilha. Em entrevista à emissora americana NBC, publicada na segunda-feira (16), foi revelado que cubanos residentes no exterior e seus descendentes poderão agora investir em Cuba.
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Essa medida surge em um contexto delicado, com Washington mantendo um bloqueio energético contra a ilha, como parte de sua estratégia de pressão sobre o governo comunista.
Pérez-Oliva enfatizou a abertura de Cuba para manter relações comerciais com empresas americanas, tanto com residentes nos Estados Unidos quanto com seus descendentes. A iniciativa visa criar um ambiente empresarial mais dinâmico e será aplicada a investimentos de diferentes portes, incluindo projetos de infraestrutura.
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O objetivo principal é reativar setores-chave da economia cubana, como o turismo e a mineração, além de modernizar a rede elétrica, que enfrenta sérios problemas de avarias e apagões.
Foco em Setores Estratégicos e Infraestrutura
A medida de abertura visa impulsionar setores-chave da economia, como o turismo e a mineração, que possuem grande potencial de desenvolvimento. Além disso, o governo cubano pretende restaurar a obsoleta rede elétrica, que tem sido alvo de frequentes falhas e apagões prolongados, impactando significativamente a vida cotidiana e a economia do país.
A iniciativa busca atrair investimentos para a modernização da infraestrutura, um aspecto crucial para o desenvolvimento sustentável da ilha.
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Contexto da Crise Energética e Relações Internacionais
Cuba enfrenta uma grave crise energética, agravada pela interrupção das remessas de petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, e pelas ameaças de sanções de Washington a outros países que comercializam combustível com o país. O presidente Miguel Díaz-Canel confirmou recentemente que seu país busca um acordo com os Estados Unidos, com o objetivo de que o presidente Donald Trump declare, em breve, que o acordo será alcançado.
Trump tem expressamente elogiado o sucesso econômico dos cubanos que emigraram para os Estados Unidos e manifestado seu desejo de uma mudança de regime na ilha.
Washington considera Cuba uma “ameaça excepcional” devido às suas relações com Rússia, China e Irã. A proximidade geográfica da ilha, a apenas 150 km da costa da Flórida, também é um fator relevante na política de Washington.
