Crise no Oriente Médio: Irã Ameaça de Ações “Devastadoras”
A situação no Oriente Médio continua tensa nesta quinta-feira (2), com o Irã respondendo com ameaças de ataques “devastadores” contra Estados Unidos e Israel. A escalada ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que intensificaria os bombardeios contra o Irã até que o país concordasse em encerrar a guerra, uma disputa que já dura mais de um mês e que tem causado graves consequências para a economia global.
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Trump afirmou que os Estados Unidos estão “muito próximos” de atingir seus objetivos, mas alertou que a intensificação dos ataques seria uma resposta direta à falta de acordo. O conflito, iniciado com ataques americanos e israelenses ao Irã, se espalhou pela região, com o Irã retaliando e o Ministério da Saúde iraniano relatando danos significativos no Instituto Pasteur, em Teerã, um importante centro de saúde.
O comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, emitiu um comunicado expressando a determinação do país em continuar a luta até a “humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição”. O país lançou projéteis contra Israel, que registrou quatro feridos levemente na região de Tel Aviv, levando muitos israelenses a buscar abrigo em locais subterrâneos, como um escritor que se identificou como Jeffrey, que afirmou: “Resistiremos até o fim”.
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Resposta Imediata do Irã
O Irã, liderado pelo líder supremo Ali Khamenei (substituído por seu filho, Mojtaba Khamenei), respondeu imediatamente ao discurso de Trump, reafirmando sua determinação em continuar a luta. A Guarda Revolucionária do Irã prometeu manter o Estreito de Ormuz fechado aos “inimigos” do país, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo e gás.
Impacto Global e Reações Internacionais
A crise tem gerado preocupação em diversos países. O Reino Unido está sediando uma reunião com 35 países para discutir como restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. A China condenou os ataques contra o Irã, considerando-os a “causa primordial” do bloqueio e exigindo um cessar-fogo imediato.
O diretor-gerente do Banco Mundial, Paschal Donohoe, declarou estar “extremamente preocupado” com o impacto da guerra sobre a inflação, o emprego e a segurança alimentar.
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Os preços do petróleo dispararam, com altas superiores a 6% do barril de Brent e de West Texas Intermediate, refletindo a incerteza e o risco associados à situação. A instabilidade na região continua a afetar a economia mundial, com o conflito gerando preocupações sobre o futuro do comércio global e a segurança energética.
