Irã e EUA buscam equilíbrio em negociações nucleares! Abbas Araghchi inicia diálogos para um acordo justo, mas tensão persiste. Saiba mais!
O Irã anunciou, nesta terça-feira (3), que o chanceler Abbas Araghchi será o responsável por iniciar negociações nucleares “equitativas” com os Estados Unidos. A medida surge após o presidente Donald Trump alertar que “coisas ruins” podem acontecer se não houver um acordo.
A informação foi divulgada por uma fonte árabe sob condição de anonimato à agência de notícias AFP.
Segundo a fonte, o encontro é resultado das “gestões de Egito, Catar, Turquia e Omã”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Masoud Pezeshkian, instruiu Araghchi a prosseguir com negociações justas e equitativas, desde que o ambiente seja livre de ameaças e expectativas irrealistas.
Esmail Baqai, porta-voz da diplomacia iraniana, revelou que “atuam como mediadores para a troca de mensagens”. O Egito, Arábia Saudita e Turquia participaram das consultas. No entanto, Baqai negou que o Irã tenha recebido um ultimato de Trump, afirmando que o país “nunca aceita ultimatos”.
As negociações nucleares ocorrem em um contexto de crescente tensão entre o Irã e os Estados Unidos. Em junho, uma guerra de 12 dias desencadeada por Israel intensificou a situação. Apesar de negociações no ano passado, as conversas fracassaram, principalmente devido à questão do enriquecimento de urânio.
Os Estados Unidos exigem que o Irã renuncie completamente ao enriquecimento de urânio, algo que Teerã se recusa, alegando o seu direito em virtude do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual é signatário. O presidente Trump, por sua vez, afirma que “não às armas nucleares” e espera uma suspensão das sanções em troca.
Enquanto isso, a repressão continua na República Islâmica. A televisão estatal informou que quatro cidadãos estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram detidos por “participação nos distúrbios”. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) estima que mais de 42.000 pessoas foram detidas durante os protestos e 6.854 morreram, a maioria manifestantes.
As autoridades iranianas reconhecem a morte de milhares de pessoas, mas afirmam que a maior parte eram agentes de segurança ou transeuntes assassinados por “terroristas”.
A União Europeia (UE) designou a Guarda Revolucionária como “organização terrorista”, levando o governo britânico a anunciar a imposição de sanções contra dez autoridades iranianas.
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