O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, iniciou sua viagem a Genebra na segunda-feira, 16, para a segunda rodada de conversas com representantes dos Estados Unidos sobre o programa nuclear da República Islâmica. A televisão estatal iraniana divulgou a informação, detalhando que as discussões aconteceriam de forma “indireta”, com a mediação do Omã, seguindo uma primeira reunião realizada em Mascate, em 6 de fevereiro.
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Araghchi lidera uma delegação diplomática e técnica, conforme informado pela emissora estatal iraniana através do canal no Telegram.
Encontro Técnico com a AIEA
Durante o encontro, Araghchi se reuniu com o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, para uma troca técnica aprofundada. Segundo o chanceler, o objetivo era preparar as negociações previstas para a terça-feira, também em Genebra.
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Grossi detalhou a importância do encontro, enfatizando a necessidade de avançar nas discussões.
Agenda de Conversas e Expectativas
Além do encontro com a AIEA, Araghchi tem agendado conversas com representantes da Suíça e do Omã, além de outros funcionários internacionais. O ministro expressou a intenção de apresentar ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo, reiterando que o Irã não cederá diante de ameaças.
A chancelaria iraniana confirmou a agenda diversificada de Araghchi.
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Posições em Divergência e Pressão Internacional
Apesar da retomada do diálogo, as posições entre Teerã e Washington permanecem divergentes. Os Estados Unidos insistem em incluir na discussão o programa de mísseis balísticos do Irã e o apoio ao grupos armados da região. A delegação americana, liderada pelo enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner, mantém uma postura firme.
A Casa Branca reforçou a necessidade de um acordo, enquanto Washington mantém uma pressão significativa sobre o Irã.
Ameaças e Propostas de Compromisso
Em meio à instabilidade política interna no Irã, Donald Trump fez novas ameaças de intervenção militar e enviou um segundo porta-aviões à região. O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Majid Takht-Ravanachi, sugeriu que Teerã poderia assumir compromissos sobre seu estoque de urânio, caso Washington suspendesse as sanções econômicas. “Se virmos sinceridade da parte deles, estou certo de que estaremos no caminho de um acordo”, declarou Takht-Ravanachi à BBC.
Desconfianças e Exigências
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou a necessidade de um acordo que envolva a retirada de todo o urânio enriquecido do Irã e que impeça o país de enriquecer mais. A situação permanece complexa, com desconfianças mútuas e exigências que dificultam o caminho para um acordo.
